La Caixa e FCT apoiam 12 projetos de investigação de saúde nacionais com 7,9 milhões

Ao todo, nos próximos três anos, o concurso irá atribuir 22,1 milhões de euros de financiamento, a 30 projetos em centros de investigação e universidades de Espanha e Portugal.

Desenvolver uma nova vacina para a Malária, combater o cancro ou compreender melhor o funcionamento do cérebro foram alguns dos projetos de investigação na área da saúde nacionais que irão receber financiamento da La Caixa e da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no âmbito do Concurso CaixaResearch de Investigação em Saúde 2021. No total, 12 projetos nacionais foram selecionados, recebendo um total de 7,9 milhões de euros. Ao todo, nos próximos três anos, o concurso irá atribuir 22,1 milhões de euros de financiamento, a 30 projetos em centros de investigação e universidades de Espanha e Portugal. Nova edição do concurso, que já se realiza desde 2018, arranca em setembro.

Em Portugal, o Concurso CaixaResearch conta com a colaboração da FCT, que se comprometeu a igualar o investimento que a Fundação ”la Caixa” destine a projetos de investigação selecionados em Portugal. Assim, a FCT financia 5 dos 12 projetos portugueses selecionados com 2,6 milhões de euros.

“A colaboração com a FCT existe desde a criação do Concurso e já permitiu financiar conjuntamente um total de 29 projetos liderados por instituições portuguesas, promovendo a colaboração entre centros de investigação e universidades ibéricas”, informa nota de imprensa.

Projetos nacionais abrangidos

Este ano o concurso apoia projetos na área da oncologia (9), das neurociências (9), das doenças cardiovasculares e metabólicas relacionadas (6) e das doenças infecciosas (6). Os 12 projetos portugueses selecionados provêm de centros de investigação e universidades de várias regiões: 6 da Região Norte (Porto e Braga), 5 de Lisboa e 1 da Região Centro (Coimbra).

Nanodispositivo de grafeno para compreender melhor o funcionamento do cérebro, do investigador Pedro Alpuim (Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia); entender a instabilidade do telómero pode melhorar os tratamentos contra o cancro, do Investigador Claus M. Azzalin (Instituto de Medicina Molecular), encontrar uma forma de eliminar o cancro da mama e a sua metástase no cérebro, do investigador Miguel Castanho (Instituto de Medicina Molecular), novos medicamentos para a imunoterapia contra o cancro do pulmão, do investigador João Barata (Instituto de Medicina Molecular) são alguns dos projetos nacionais na área de oncologia que irão receber financiamento.

Três projetos na área da neurociência também foram abrangidos. É o caso da investigação sobre um nanodispositivo de grafeno para compreender melhor o funcionamento do cérebro, do investigador Pedro Alpuim (Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia), da investigação sobre a origem da depressão para identificar novos alvos terapêuticos, do investigador João Filipe Oliveira (Universidade do Minho) e sobre a forma como o stress afeta a função cognitiva para identificar novos alvos terapêuticos, do investigador Paulo Pinheiro (Centro de Neurociências e Biologia Celular).

Na área das doenças infecciosas três projetos foram selecionados: Entender as diferenças na gravidade da tuberculose como chave para a descoberta de novos tratamentos, da investigadora Margarida Saraiva (i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde); Vírus sintéticos para o tratamento de infeções bacterianas, da investigadora Joana Azeredo (Universidade do Minho); e conceção de uma nova vacina contra a malária, do investigador Miguel Prudêncio (Instituto de Medicina Molecular).

Novos alvos terapêuticos para tratar o fígado gordo não alcoólico, da investigadora Cecília Rodrigues (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e melhorar a compreensão da componente genética da diabetes para encontrar novos tratamentos, do investigador José Bessa (i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde) são dois projetos, na área das doenças cardiovasculares e metabólicas relacionadas, igualmente abrangidos.

Em três anos, o financiamento pode ascender até 500 mil euros para projetos apresentados por uma única organização de investigação, e até 1 milhão de euros também para projetos apresentados por, no mínimo, duas e, no máximo, cinco organizações de investigação.

O concurso contou com uma equipa de mais de 242 especialistas internacionais para avaliar remotamente as 644 candidaturas apresentadas. Numa segunda fase, cinco comissões de especialistas entrevistaram os investigadores principais das 70 propostas pré-selecionadas, das quais emergiram as 30 escolhidas.

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