Nas notícias lá fora: Iberdrola, Netflix e certificados Covid

Lucros da Iberdrola encolheram 18,4% no primeiro semestre, já a Netflix perdeu 430 mil assinantes nos EUA e no Canadá. Certificados Covid para o acesso a discotecas no Reino Unido geram polémica.

No plano empresarial, a Fundação Nobel vendeu as participações ligadas ao setor do petróleo. Numa altura em que as empresas apresentam contas ao mercado, os lucros da Iberdrola encolheram 18,4% no primeiro semestre para 1.531,3 milhões de euros, enquanto a Netflix perdeu 430 mil assinantes nos Estados Unidos e no Canadá. No plano pandémico, mais de 40 deputados conservadores estão contra a imposição de certificados Covid para o acesso a discotecas no Reino Unido.

Cinco Días

Lucros da Iberdrola diminuem 18,4% com aumento de impostos no Reino Unido

A Iberdrola teve um lucro de 1.531,3 milhões de euros no primeiro semestre que representa uma queda homóloga de 18,4%, sobretudo devido ao aumento do imposto sobre as empresas no Reino Unido. O grupo espanhol de produção de eletricidade explica em comunicado que a aprovação do aumento do IRC para 2023 – vais subir de 19% para 25% — afeta os impostos diferidos no ano em curso, e por isso foi feita uma reafetação de 463 milhões de euros que não é recorrente nem significa uma saída de caixa. Apesar dos impactos negativos, o grupo Iberdrola reafirma as suas perspetivas para este ano e mantém as suas previsões de um lucro entre 3,7 e 3,8 mil milhões de euros e de um dividendo cobrado por ano de cerca de 0,44 euros brutos por ação, a ser pago em 2022. O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) foi de 5,444 milhões de euros no primeiro semestre (um aumento de 10,2%).

Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre conteúdo em espanhol).

Les Echos

Preços do imobiliário a nível mundial disparam

Os preços do imobiliário nas 14 maiores economias do mundo estão em pleno boom. Com as taxas de juro em níveis historicamente baixos, um aumento muito significativo das taxas de poupança das famílias e uma procura crescente com a pandemia, os preços estão em níveis sem precedentes desde a crise financeira mundial de 2008. De acordo com o estudo do tink tank Oxford Economics, que analisa os preços do imobiliário em 14 países entre 1990 e 2021, houve um aumento de 10% face às tendências de longo prazo.

Leia a notícia completa no Les Echos (acesso pago, conteúdo em francês)

Financial Times

Netflix perde subscritores nos Estados Unidos e no Canadá

A Netflix perdeu 430 mil assinantes nos Estados Unidos e no Canadá no segundo trimestre deste ano e emitiu previsões desanimadoras para o segundo semestre, reacendendo as dúvidas sobre como estará o negócio após a recuperação económica. O grupo de streaming, com sede na Califórnia, prevê ter mais 3,5 milhões de subscritores no terceiro trimestre, estimativas abaixo das apontadas pelos analistas que apontavam para um crescimento de 5,9 milhões de novos assinantes.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês)

The Guardian

Boris Johnson pode enfrentar rebelião contra imposição de certificados Covid

O primeiro-ministro inglês anunciou na segunda-feira que os certificados digitais da Covid-19 vão passar a ser obrigatórios para entrar em discotecas e outros locais bastante lotados no Reino Unido. Contudo, a medida está a gerar discórdia e 42 deputados da ala conservadora assinaram uma declaração intitulada “Big Brother Watch” contra a aplicação desta medida, alegando que põe em causa as liberdades dos cidadãos.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês)

News24

Fundação Nobel desfaz-se dos investimentos em petróleo

A fundação que financia e organiza os Prémios Nobel vendeu as participações ligadas ao setor do petróleo, depois de se ter igualmente retirado da indústria do carvão. “Vendemos este ano as nossas ações no petróleo”, declarou Vidar Helgesen, o novo dirigente da fundação baseada em Estocolmo, à rádio sueca SR. O antigo ministro do Clima e Ambiente norueguês adiantou que este investimento, de cerca de 350 milhões de coroas norueguesas (perto de 35 milhões de euros), estava realizado num fundo que não dispunha de “restrições suficientemente fortes sobre o petróleo”. Para Helgesen, é importante que os laureados com o Prémio Nobel saibam de onde vem o dinheiro do seu prémio.

Leia a notícia completa News24 (acesso livre, conteúdo em inglês)

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