50 empresas portuguesas ajudaram a renovar as carruagens para a CP

  • Joana Abrantes Gomes
  • 23 Julho 2021

"95% de incorporação nacional" permitiu transformar "aquilo que os espanhóis consideraram sucata", afirmou o primeiro-ministro, António Costa.

95% de incorporação nacional” permitiu transformar “aquilo que os espanhóis consideraram sucata“, afirmou o primeiro-ministro, António Costa, na cerimónia de apresentação das carruagens ARCO, que decorreu no complexo de Guifões.

Depois da reabertura das oficinas de Guifões em janeiro de 2020, chegaram a Portugal, em julho do mesmo ano, as 50 carruagens espanholas que a Comboios de Portugal (CP) comprou à Renfe por 1,5 milhões de euros. Agora, a CP não só reanimou as suas oficinas, como se tornou “uma verdadeira locomotiva” de um importante setor económico do país: a ferrovia. Isto porque, segundo o chefe do Governo português, “houve cerca de 50 empresas portuguesas a produzirem componentes” para a renovação das carruagens ARCO.

Para esta renovação, houve a “enorme vantagem” de uma indústria nacional “muito forte” em áreas como a metalomecânica, os têxteis técnicos, a componente para a indústria automóvel. Este foi o primeiro passo para se criar o que António Costa denominou de “verdadeiro ‘cluster’ ferroviário”, com 84 empresas privadas na plataforma industrial do setor da ferrovia e com as quais se contará para reindustrializar o país.

Entre automotoras, locomotivas, carruagens, são mais de 67 que já foram intervencionadas em Guifões, o que permite preencher o período de espera pela entrega da maior encomenda de material circulante que alguma vez a CP fez, no valor de mil milhões de euros.

O primeiro-ministro anunciou ainda que em outubro deste ano vai iniciar-se a reabilitação de uma parte do complexo de Guifões a fim de “construir uma escola de formação, um novo centro tecnológico e uma incubadora de empresas” para “dar músculo” à indústria da ferrovia.

“Se nós aprendermos aqui a fazer comboios, forneceremos não só o país – e isso já seria muito importante porque nos pouparia muito material importado -, mas quem sabe se não podemos começar também a exportar para os outros países”, concluiu.

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