Provisões levam banco do BCP na Polónia para prejuízos de 112,7 milhões

Avultadas provisões registadas com a carteira de crédito em moeda estrangeira atiraram os resultados do banco polaco do BCP para prejuízos de 112,7 milhões de euros.

O Bank Millennium, banco polaco controlado pelo BCP, fechou os primeiros seis meses do ano com prejuízos de 112,7 milhões de euros, um resultado explicado pelas avultadas provisões registadas com a carteira de crédito em moeda estrangeira.

Em comunicado enviado à CMVM, o BCP revela que o “resultado líquido consolidado do Grupo Bank Millennium, no primeiro semestre de 2021, atingiu -512 milhões de zlótis (-112,7 milhões de euros)” devido às provisões relacionadas com riscos legais associados à carteira de créditos hipotecários concedidos em moeda estrangeira.

Este “resultado foi substancialmente influenciado por provisões relacionadas com riscos legais associados à carteira de créditos hipotecários concedidos em moeda estrangeira no montante total de 1.047 milhões de zlótis (230,6 milhões de euros), das quais 75 milhões de zlótis (16,4 milhões de euros) relacionadas com a carteira do Euro Bank”, acrescenta.

O nível de provisões acumuladas aumentou, depois das registadas este trimestre, para “14,9% do valor da carteira de créditos hipotecários concedidos em moeda estrangeira pelo Bank Millennium”.

Sem provisões, banco tinha lucros

Excluindo provisões relacionadas com riscos legais associados à carteira de créditos hipotecários concedidos em moeda estrangeira, “o resultado líquido atingiu 449 milhões de zlótis (99,0 milhões de euros)”, refere o BCP.

Neste período, o banco apresentou um bom desempenho operacional. Os proveitos operacionais aumentaram 0,5%, em termos homólogos, sendo que a margem financeira reduziu-se 4,0%, em termos homólogos. As comissões, por seu lado, aumentaram 10,9%, suportadas, em parte, no aumento da concessão de novos créditos.

O banco revela um “crescimento de 7% do crédito a retalho, em termos homólogos (18%, em termos homólogos, excluindo crédito hipotecário concedido em moeda estrangeira)”, salientando que registou o “nível mais elevado de sempre na nova produção trimestral de créditos hipotecários, 2,6 mil milhões de zlótis (0,6 mil milhões de euros) no segundo trimestre de 2021, um aumento de 68%, em termos homólogos”.

No caso das empresas, houve um aumento de 2% do crédito, em termos homólogos, registando-se um “crescimento de 10% dos depósitos, em termos homólogos (4%, em termos trimestrais), e crescimento de 22% do volume de contas correntes, em termos homólogos (5%, em termos trimestrais)”.

Custos em queda, rácios acima do limite

O Bank Millennium revela que a ajudar os seus resultados esteve um forte corte nos custos. Os custos operacionais “diminuíram 12,7%, em termos homólogos suportado por menores custos relacionados com contribuições regulamentares e iniciativas de corte de custos (-6,8% sem custos com contribuições regulamentares e integração do Euro Bank)”.

Esse corte nos custos foi mais do que anulado pelas provisões, que atiraram o banco para resultados negativos. Ainda assim, os rácios de capital do banco permaneceram “confortavelmente acima dos requisitos regulamentares”.

De acordo com o banco do BCP, os rácios de capital total (TCR) e CET1 do grupo situaram-se em 18,7% e 15,6%, respetivamente, acima dos mínimos definidos de 14,1% e 11,3%, respetivamente.

(Notícia atualizada às 8h01 com mais informação)

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