Lucro da dona do Pingo Doce sobe 79% para 186 milhões até junho

Jerónimo Martins atingiu vendas de quase 10 mil milhões num primeiro semestre que qualificou de "promissor". Retalhista investiu 200 milhões dos 700 milhões previstos para este ano.

A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, registou uma subida de 78,9% dos lucros para 186 milhões de euros num primeiro semestre que classificou de “promissor”, apesar do impacto da pandemia.

Em comunicado enviado ao mercado, a retalhista revelou que as vendas atingiram os 9,9 mil milhões de euros no mesmo período, o que representa uma subida de 6,3% em termos homólogos.

Na Polónia, o principal mercado da Jerónimo Martins, a insígnia Biedronka observou uma subida de 6,8% das vendas para sete mil milhões de euros, com a retalhista a referir-se a um aumento das visitas às lojas perante um “maior controlo da situação pandémica e o consequente aligeiramento das medidas restritivas.

O mercado polaco representa 70% do volume de negócios da retalhista nacional, sendo que a Jerónimo Martins continuou a abrir lojas: foram abertas mais 53 lojas (representando 39 adições líquidas) nos últimos seis meses.

Em relação ao Pingo Doce, registou um crescimento das vendas em 4,6% para 1,9 mil milhões de euros. “A insígnia manteve uma forte atividade comercial” apesar das restrições, diz a Jerónimo Martins. Ainda em Portugal, o Recheio teve vendas de 398 milhões de euros, em linha com o mesmo período do ano passado.

Já a retalhista colombiana Ara viu a faturação aumentar quase 12% para 473 milhões de euros, sendo também um mercado onde a Jerónimo Martins está em plena expansão: abriu 41 novas lojas no primeiro semestre.

Investimento atinge 200 milhões

A Jerónimo Martins diz ainda que realizou investimentos na ordem dos 200 milhões de euros, dos quais 60% (120 milhões) foram alocados à Biedronka, em linha com o plano anunciado no ano passado.

A retalhista conta investir até 700 milhões ao longo deste ano. Porém, faz depender essa ambição daquilo que forem “as medidas de restrição que ainda possam vir a ser aplicadas nos mercados” onde opera, segundo se lê nas perspetivas para 2021.

O investimento inclui a adição de 100 lojas à rede da Biedronka e a remodelação entre 250 a 300 lojas. Em Portugal, o plano passa por abrir uma dezena de lojas Pingo Doce e remodelar outras 15. Já a Ara (Colômbia) prepara-se para abrir uma centena de supermercados.

(Notícia atualizada às 17h56)

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