Governo vai monitorizar risco, mas deixa de lado a matriz

Governo decidiu deixar de lado a matriz, mas garante continuar a monitorizar o risco. "A matriz não se justifica nesta fase da vacinação, mas vamos ter em conta os diferentes sinais de alerta".

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta quinta-feira que o Governo vai deixar de lado a matriz de risco, que servia de “bússola” ao desconfinamento, mas garante que vai continuar a monitorizar o risco de incidência da Covid-19.

“Vamos deixar de fazer a associação das medidas semanalmente adotadas em função da evolução da matriz. Não se justifica nesta fase da vacinação, mas vamos ter em conta os diferentes sinais de alerta, seja a taxa de incidência, o ritmo de crescimento, a pressão sobre o SNS ou a taxa da mortalidade. Tendo por base esse conjunto de indicadores, vamos continuar a trabalhar para monitorizar o conjunto da evolução”, anunciou António Costa, após a reunião do Conselho de Ministros.

Face ao plano de desconfinamento em três fases, é o nível de vacinação completa que passa a ter a maior expressão no levantamento das restrições. “Estamos a um mês de ter 70% da população com vacinação completa. Podemos ter uma gestão mais flexível e menos rígida do que a que tivemos no passado“, destacou o primeiro-ministro.

Apesar da matriz de risco deixar de fazer parte da equação, o primeiro-ministro garante que vão “continuar a monitorizar a evolução da pandemia”. António Costa reconhece que o “vírus tem uma capacidade de mutação significativa e que essa mutação pode perturbar a evolução normal da pandemia, por isso é necessário continuar a proceder à sua monitorização”, destaca.

“Sabemos que a vacina é muito efetiva, o número de novos casos, internamentos e óbitos é muito menor que nas vagas anteriores”, destaca António Costa. Face ao aumento do número de casos, mesmo em pessoas vacinadas, o primeiro-ministro relembra que os “casos de pessoas vacinadas são, em regra, associados a pessoas que tinham comorbilidades desconhecidas ou idades muito avançadas”, realça.

O primeiro-ministro destaca que face à aceleração da vacinação, o risco de transmissibilidade do país está abaixo de 1. “O país foi conseguindo manter taxas de transmissão baixas e decrescentes ao longo do tempo desde março, registando depois fruto da variante Delta um crescimento muito acentuado (…) finalmente começámos a fazer o retorno e ter um Rt menor que 1”, conclui.

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