Primeiros investimentos do Fundo Nos 5G concluídos antes do fim do verão

  • Helena C. Peralta
  • 29 Julho 2021

Constituído em final de 2019, o Fundo Nos 5G já analisou mais de 100 hipóteses para aplicar os seus 10 milhões de euros. No final do verão terá projetos de investimento prontos para anunciar.

A Nos está a apostar na criação de um ecossistema de empreendedorismo na área da quinta geração móvel. Foi com esse objetivo que a operadora nacional avançou, ainda no final de 2019, com a constituição do Fundo de Capital de Risco Nos 5G, com uma dotação inicial de 10 milhões de euros.

Investir em startups que possuam tecnologias e modelos de negócio que possam ser alavancados por esta nova geração de telecomunicações móveis é o propósito que anima o Fundo. O dinheiro irá para projetos nas áreas de Internet das Coisas (IoT), Data Analytics, Realidade Aumentada, Computação em Cloud, entre outras. A gestão é da Armilar Venture Partner, que é parceira nesta iniciativa.

Duarte Mineiro, responsável pela Armilar, avança ao ECO que antes do final do verão estarão concluídos os primeiros investimentos. “Estamos a fechar negociações e não podemos, para já, avançar muito, mas até final de setembro anunciaremos os investimentos do fundo”, revela.

Este fundo visa investir essencialmente em empresas que estejam na fase de early stage, que possuam operações em Portugal e um produto tecnologicamente inovador, com possibilidades de crescimento a nível internacional.

A ideia é que a Nos possa ser um enabler relevante para testar, desenvolver e alavancar comercialmente a tecnologia. A parceria com a Armilar irá potenciar o contacto com o ambiente de venture capital, assegurando os vários estádios de crescimento da mesma. O fundo privilegia também empresas que sejam detentoras de tecnologia sustentada em Investigação e Desenvolvimento e com propriedade intelectual.

Ainda no mesmo espírito de apoio a este ecossistema tecnológico, avançou também, já este ano, o programa Acelerador 5G, em parceria com a Amazon Web Services (AWS) e com o apoio da Startup Lisboa, que envolveu a candidatura de cerca de 50 projetos que envolvem a quinta geração móvel.

A Armilar Venture Partner, que esteve envolvida no processo de seleção das candidaturas finalistas, ficou com alguns projetos “debaixo de olho” para o Fundo Nos 5G. Duarte Mineiro refere que foi reconfortante ver a qualidade das startups participantes, tendo existido um bom mix de projetos mais pequenos e desconhecidos e outros maiores e consistentes. Esta diversidade permitiu ao fundo analisar várias startups, no sentido de um possível investimento futuro.

Para já, nada avança em concreto sobre o interesse em investir em algum deles, mas é certo que a startup vencedora da iniciativa, a KIT-AR, já está no seu radar. Manuel Oliveira, CEO deste sociedade, assume haver algumas “conversações com a Armilar Ventures no sentido de se explorarem diferentes possibilidades de apoio ao crescimento da empresa”, mas para já não passam de análises, como tantas outras que o fundo já realizou.

Duarte Mineiro afirma que há uma grande diferença entre analisar e investir, uma vez que o perfil de risco destas empresas é muito elevado. O fundo tem um período de investimento estimado de cinco anos e o portefólio de projetos não deverá ser muito grande, poderá rondar os cinco projetos ou um pouco mais. “É difícil prever, vai depender dos projetos, das necessidades de financiamento e do desenvolvimento de cada um”, explica Duarte Mineiro.

A tecnologia 5G, cujo processo de atribuição de licenças se tem arrastados nos últimos meses, tornando Portugal num dos últimos países da Europa a arrancar com a oferta comercial, trará ao mercado das telecomunicações maiores velocidades e maior capacidade de ligar milhões de equipamentos e dispositivos entre si.

Espera-se que esta tecnologia seja um dos principais impulsionadores da economia digital, um dos pilares centrais da estratégia europeia para a recuperação pós-pandemia.

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