Lucro da Brisa sobe 50,8% para 52 milhões até junho

Concessionária assistiu a um crescimento nos lucros, depois de uma melhoria no tráfego nas estradas após o fim do confinamento.

A Brisa viu os lucros aumentarem para 52 milhões de euros no primeiro semestre, o que representa uma subida de 50,8% face ao semestre homólogo, mas uma descida de 37,5% face ao mesmo período de 2019. Em comunicado enviado esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa destaca as consequências do confinamento no início do ano, mas ressalva que a situação financeira melhorou quando o país começou a desconfinar e as estradas voltaram a ter tráfego.

Entre janeiro e junho deste ano, em linha com a subida dos lucros, a Brisa registou um EBITDA de 167,1 milhões de euros, ou seja, 13,4% superior ao semestre homólogo. No mesmo período, o aumento registado ao nível dos proveitos operacionais, em conjunto com a diminuição registada nas rubricas de custos, originou uma evolução positiva da margem EBITDA para 72,1%, refere o documento.

Os custos operacionais, excluindo amortizações, depreciações, ajustamentos e provisões, atingiram os 64,8 milhões de euros no primeiro semestre, representando uma redução de 1,3% face ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, os proveitos operacionais totalizaram 231,9 milhões de euros, um aumento de 8,9% face ao período homólogo de 2020, mas um decréscimo de 22,5% face ao mesmo período de 2019.

No mesmo período, o investimento (CAPEX) na rede concessionada totalizou no final de junho 11,9 milhões de euros, representando uma queda de 48,8% face ao período homólogo, “estando maioritariamente afeto a obras de alargamento e de reposição de pavimentos”, diz a Brisa. As receitas de portagem atingiram os 219,2 milhões de euros, mais 9,1% face ao mesmo semestre do ano passado, “suportadas pela recuperação do tráfego”.

“Todas as autoestradas da concessão registaram aumentos de procura”

A Brisa ressalva que o início do ano ficou marcado por mais um confinamento, que “voltou a condicionar a circulação de pessoas e o livre exercício de atividades económicas”. Contudo, nos últimos meses, e mesmo com algumas medidas de restrição, “tem-se observado um gradual desconfinamento à medida que o processo de vacinação vai avançando, o que tem impactado de forma positiva a economia e consequentemente o tráfego“.

Assim, durante os primeiros seis meses do ano, o Tráfego Médio Diário (TMD) registou uma variação positiva de 9%, a que correspondeu um volume de tráfego de 14.663 veículos por dia. A circulação (v.km) apresentou um crescimento de 8,4%. Ainda assim, e “apesar desta recuperação, a perda do TMD face ao 1º semestre de 2019 é ainda de 26,1%”.

“Todas as autoestradas da concessão registaram aumentos de procura”, afirma a Brisa, salientando que “as autoestradas urbanas são as que estão a recuperar mais lentamente, nomeadamente a A9 (+1,2%) e a A12 (+4,4%)”, enquanto a autoestrada que registou um maior aumento do TMD face ao período homólogo foi a A13 (+23,5%).

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