Lucros da concessionária da Brisa afundam 59% no semestre do confinamento

A circulação nas autoestradas da Brisa afundou 31,8% num semestre marcado pelo confinamento, penalizando fortemente as receitas com portagens.

Os lucros da Brisa Concessão Rodoviária (BCR) caíram 58,6% no primeiro semestre, para 34,5 milhões de euros, uma quebra explicada pelo impacto do confinamento na circulação e, consecutivamente, nas receitas com portagens. “O cumprimento destas medidas originou um decréscimo significativo dos níveis de tráfego“, reconhece a empresa.

Comparativamente com os primeiros seis meses de 2019, a circulação nas autoestradas da BCR caiu 31,8%. Com efeito, as receitas de portagem sofreram uma quebra de 29,7%, para 200,8 milhões de euros, enquanto as receitas com áreas de serviço recuaram 11,2%, para 10,6 milhões de euros, informa a empresa numa nota enviada à CMVM.

A quebra no tráfego nas autoestradas acabou, assim, por levar a uma queda de 36,6% no lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), para 147,3 milhões de euros, num período em que a empresa também reduziu os custos operacionais de 66,7 milhões para 65,6 milhões de euros, uma redução homóloga de 1,6%. As receitas totais alcançaram os 212,9 milhões de euros, uma quebra de 28,8%.

“Durante os primeiros seis meses do ano, observou-se uma variação negativa do Tráfego Médio Diário (TMD) de 32,2% face ao 1º semestre de 2019, a que correspondeu um volume de tráfego de 13.452 veículos/dia. A circulação caiu 31,8%, ligeiramente menos do que o TMD, beneficiando do facto de 2020 ser um ano bissexto. A variação do tráfego orgânico também foi negativa, atingindo os 29,1%”, informa a empresa.

“Todas as autoestradas da concessão registaram decréscimos de procura, tendo o TMD caído entre 18,2% na A14 e 37,3% na A6. De realçar que a análise do tráfego por tipo de veículo teve uma evolução favorável, tendo os veículos pesados registado um decréscimo bastante inferior ao dos veículos ligeiros (-10,6% e -33,6%, respetivamente)”, acrescenta.

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