Lisboa, Oeiras e Loures avançam com metro de superfície num investimento de 490 milhões de euros

O projeto envolve um investimento de 490 milhões de euros e servirá para ligar os três municípios através de um metro ligeiro de superfície.

Lisboa, Oeiras e Loures vão ser ligadas por um metro ligeira de superfície entre Alcântara e Cruz Quebrada e entre Santa Apolónia e Sacavém. O anúncio de que o projeto de 490 milhões de euros vai mesmo avançar foi feito esta quarta-feira num comunicado conjunto das três autaequias.

“As câmaras de Lisboa, Oeiras e Loures informam que vão votar a aprovação de um protocolo de cooperação entre estes municípios, o Metropolitano de Lisboa e a Carris, para desenvolvimento do projeto de metro ligeiro de superfície entre a Alcântara e Cruz Quebrada e entre Santa Apolónia e Sacavém”, esclarecem os municípios em comunicado divulgado esta quarta-feira, referindo que “o investimento estimado na infraestrutura, PMO (parque de material e oficinas) e material circulante é de 490 milhões de euros”.

Em causa estão 24,4 quilómetros de uma nova linha que pretende estar ligada “com as linhas ribeirinhas, de elétrico e de comboio da Linha de Cascais e Linha do Norte, bem como a expansão da linha vermelha do Metropolitano de Lisboa em Alcântara”. O objetivo dos três municípios é “assegurar uma ligação rápida e estruturante de transporte público pesado entre as respetivas zonas ribeirinhas e os principais interfaces em Lisboa“.

Esta vontade já tinha sido tornada pública pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, em abril do ano passado. “Queremos a capacidade de ter um sistema de metro de superfície que faça a colina desde Alcântara até Campus da Ajuda, Miraflores, fechando um anel na Cruz Quebrada, e uma outra linha até ao Parque das Nações e Sacavém”, disse Medina na apresentação do concurso público para a aquisição de 15 novos elétricos.

O protocolo entre as três câmaras municipais será votado esta semana nas diferentes reuniões dos executivos camarários. O documento prevê que seja feito “o estudo, o planeamento e a forma de concretização do projeto ‘LIOS, Linha Intermodal Sustentável’ nas suas várias vertentes técnicas, ambiental, financeiras e operacionais até ao momento de lançamento da empreitada da Linha”. O projeto está ainda a ser articulado com o Governo “no âmbito de um conjunto mais vasto de investimentos em infraestruturas de transporte na Área Metropolitana de Lisboa”.

“Os municípios entendem ainda que deve ser explorada a viabilidade de implementar, sempre que possível, corredores dedicados a modos ativos, pedonal e em bicicleta, paralelos aos corredores de transporte público estruturante que vierem a ser implementados“, dizem Lisboa, Loures e Oeiras em comunicado.

Como mostram os mapas divulgados pelos municípios, há dois corredores: um que irá passar em Alcântara, Ajuda, Belém, Algés, Linda-a-Velha, e Cruz Quebrada/Dafundo e outro que irá passar em Santa Apolónia, Gare do Oriente, Moscavide, Portela e Sacavém, “criando ainda um corredor chave em toda a extensão da freguesia do Parque das Nações”.

(Notícia atualizada às 17h13 com mais informação)

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