Zona Euro cresce ao maior ritmo desde 2006

A Zona Euro cresceu em julho de 2021 ao maior ritmo desde junho de 2006, ou seja, não crescia tanto há 15 anos.

A atividade económica da Zona Euro cresceu ao ritmo mais elevado dos últimos 15 anos em julho, com o crescimento da indústria a ser complementado com a recuperação acelerada dos serviços, de acordo com o indicador da IHS Markit, o PMI Composite Output Index, relativo à economia europeia divulgado esta quarta-feira.

O índice fixou-se nos 60,2, ligeiramente abaixo da estimativa preliminar de 60,6, mas ainda acima dos 59,5 registados em junho. Estes números são bons indicadores para o terceiro trimestre, após o crescimento de 2% e cadeia e de 13,7% em termos homólogos da economia da Zona Euro no segundo trimestre, de acordo com o Eurostat.

Este é o quinto mês consecutivo em que a produção do setor privado acelerou, o que representa o maior ciclo de recuperação desde que a pandemia começou no início do ano passado. A retoma começou de forma mais intensa na indústria, mas está agora a prosseguir nos serviços com o regresso do turismo europeu através do certificado digital Covid-19.

O setor dos serviços da Europa está a reflorescer“, escreve Chris Williamson, economista-chefe da IHS Markit, notando que tal é reflexo da retirada das restrições devido ao avanço do processo de vacinação. Além dos serviços ligados ao turismo, também os serviços financeiros estão a recuperar, aproveitando o boom do imobiliário e dos mercados financeiros.

Perante este cenário, Williamson antevê que o PIB da Zona Euro vai voltar a acelerar no terceiro trimestre, intensificando a retoma. O único entrave é o receio face à propagação da variante Delta, o que afetou a atividade económica “em alguns casos”. O economista-chefe da IHS Markit admite que este possa ser um fator negativo para os próximos meses.

Regressando a julho, a expansão económica foi mais acelerada na Alemanha onde a taxa de crescimento atingiu para um novo máximo. Em Itália a expansão também foi significativa, atingindo um máximo de três anos e meio, ao passo que em França e Espanha foi mais tímida. O mesmo aconteceu com a criação de emprego, a qual foi mais intensa na Alemanha e em Itália do que em França e Espanha.

Os últimos dados apontam também para o maior aumento da procura por bens e serviços da Zona Euro desde maio de 2000. As empresas continuam firmemente otimistas de que vão continuar a crescer nos próximos 12 meses.

Em relação às tendências da inflação, que tem vindo a acelerar nos últimos meses, a IHS Markit identifica “alguns sinais de estabilização em julho”. Segundo o economista-chefe, até ao momento os consumidores ainda não começaram a reagir à subida dos preços, mas tal pode mudar assim que a atual retoma pós-restrições passar.

(Notícia atualizada às 10h33 com mais informação)

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