Marcelo insiste na vacinação de crianças entre os 12 e 15 anos

  • Carolina Bento
  • 5 Agosto 2021

O Presidente da República espera que a vacinação de jovens entre os 12 e 15 anos comece também nos Açores e no Continente, à semelhança do que está a acontecer na Madeira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enfatizou esta quinta-feira a importância da vacinação cobrir cada vez mais pessoas, e insistiu na importância de estender a vacinação às crianças entre os 12 e os 15 anos para o continente e Açores, tal como está a acontecer na Madeira.

“Espero que a vacinação vá avançando, de acordo com as prioridades que forem definidas e cobrindo até ao limite possível a população portuguesa”, começou Marcelo, em discurso no Palácio de Belém, salientando que a população vacinada vai “aumentando em percentagem há medida que desce a idade ainda não coberta”. O presidente disse esperar que a vacinação dos adolescentes entre os 16 e os 17 anos seja rápida para “seja possível ulteriormente chegar-se àquilo que ainda não é para agora”, mas que espera que “venha acontecer no futuro nas idades entre os 12 e os 15 anos”.

Questionado sobre as dúvidas sobre a vacinação de crianças e adolescentes, frisou a necessidade de ter “paciência”, recordando o ceticismo que existia em torno da eficácia do uso de máscara no início da pandemia, que mais tarde se provou ser fundamental no combate à pandemia. “Tudo a seu tempo”, afirmou Marcelo, frisando que a vacinação está a correr bem. “As dúvidas não são de princípio, mas de momento. Diz-se que nesta fase ainda não, mas temos de ter paciência”.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, Marcelo confessou não prever recuos na abertura económica e social, decidida pelo Governo no último Conselho de Ministros. “A economia está a provar muito melhor do que nós temíamos que provasse, largamente devido à construção civil, indústria exportadora, agricultura, setor agroalimentar, uma parte do comércio e dos serviços” e o que está a reabrir rapidamente, “portanto não acho que haja o risco de recuos no que importa a todos”, afirmou. O Presidente da República elogiou ainda a decisão do Governo, justificada pelos números que se têm verificado, nomeadamente, pelo R(t) que “tem vindo a cair de forma praticamente consistente”.

O judoca português, Jorge Fonseca conquistou a medalha de bronze na categoria de -100 kg, nos Jogos Olimpicos de Tóquio2020, no Nipon Budokan de Tóquio, Japão, 29 de julho de 2021. JOSÉ COELHO/LUSAJOSÉ COELHO/LUSA

PR com “orgulho português não xenófobo” pelas medalhas olímpicas

Marcelo Rebelo de Sousa começou o discurso desta quinta-feira no Palácio de Belém com uma mensagem de congratulação aos atletas nacionais que receberam medalhas nos Jogos Olímpicos de 2021. Recordou que “dos quatro medalhados, três são origem direta ou indireta africana: um afro-cubano português, uma angolana portuguesa, outro são-tomense português”. Para o Presidente, “isto mostra que Portugal é grande quando consegue a integração efetiva daqueles que de fora vêm, cá nasceram ou não nasceram cá mas cá chegaram no percurso das suas vidas”.

O Presidente aproveitou para deixar uma mensagem às “pessoas no nosso país que têm na cabeça fantasmas de discriminação étnica e racial”: “É bom que pensem que quando se orgulham de medalhas nas olimpíadas, a todos eles portugueses hoje, mas de várias origens e várias etnias. Esta é a uma mensagem forte de alegria por esta delegação olímpica, mas também de orgulho português não xenófobo, não racista, não limitativo, mas abrangente. É essa a riqueza de Portugal”.

Marcelo deixou ainda o apelo: “Temos de avançar esta riqueza noutros domínios onde tem sido mais difícil fazer chegar ao topo aqueles que vêm de origens diversas daquelas que muitas vezes são consideradas como as únicas verdadeiramente nacionais”.

Em relação a Pedro Pablo Pichardo, que venceu o ouro na final de triplo salto em Tóquio, e que recebeu críticas por ser cubano mas competir por Portugal nos Jogos Olímpicos, o Presidente alertou para o facto de “uma forma de xenofobia, uma forma de racismo, uma forma de discriminação” ser “acharmos que bons são só os brancos, bons são só os nacionais de origem e não os que têm outras origens, tendo nascido ou não em território nacional”.

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