OMS pede a países ricos que adiem reforço da vacinação contra a Covid para finais de setembro

A OMS pede aos países que só comecem a administrar doses de reforço contra a Covid em finais de setembro, dado que ainda não foi possível atingir a meta de ter 10% da população de cada país vacinada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apela aos países que desejem administrar dose de reforço contra a Covid-19 que o façam só a partir do final de setembro, uma vez que ainda não foi possível atingir a meta de ter, pelo menos, 10% da população de cada país vacinada.

“No final de maio, pedi apoio global para uma ‘corrida até setembro’, para permitir aos países vacinarem pelo menos 10% da sua população até o final de setembro. Já estamos a metade do caminho para a data prevista, mas não estamos no caminho certo“, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus”, diretor da OMS, em conferência de imprensa, esta quarta-feira.

Nesse sentido, e dado que os países de baixo rendimento ainda “só conseguiram administrar 1,5 vacinas por cada 100 habitantes”, devido à falta de vacinas disponíveis, a OMS sublinha que é necessário “uma revisão urgente”, por forma a que “a maioria das vacinas” não sejam apenas destinadas aos países de altos rendimentos, mas também para os países mais pobres.

Assim, a OMS pede uma “moratória sobre reforços [de vacinas] até pelo menos o final de setembro para permitir que pelo menos 10% da população de cada país seja vacinada”, afirmou o diretor-geral da OMS.

Este apelo surge numa altura em que alguns países, como França e Israel e outros países do Médio Oriente já começaram a administrar doses de reforço da vacina contra a Covid-19, e que outras nações, como o Reino Unido e os Estados Unidos estão a ponderar fazê-lo a curto-prazo.

Esta não é a primeira vez que a OMS se manifesta contra esta decisão, tendo inclusivamente no mês passado deixado duras críticas ao países mais ricos, acusando-os de “ganância”. Também o regulador europeu já veio esclarecer que está “em contacto” com todos os produtores de vacinas para avaliar um eventual reforço, avisando que, neste momento, não há evidências suficientes para garantir que este seja necessário.

Em Portugal, no final de julho, o regulador do medicamento afastou, para já, essa possibilidade, contundo, informou que o país assinou dois contratos com a Pfizer/BioNTech e com a Moderna, tendo em vista o fornecimento de mais de 14 milhões de vacinas contra a Covid-19, para acautelar essa eventualidade e para proteção contra novas variantes.

(Notícia atualizada pela última vez às 15h51)

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