Nas notícias lá fora: Polónia, ETF chineses e salários

  • ECO
  • 6 Agosto 2021

A imprensa internacional dá destaque à potencial saída da Polónia da União Europeia, da procura dos investidores particulares por ETF chineses e à subida dos salários no Reino Unido.

Como é habitual há ano e meio, a pandemia continua a dominar as notícias a nível internacional: esta sexta-feira é a notícia de que a CNN despediu três funcionários por terem violado a política interna de que as pessoas não vacinadas estão excluídas do regresso aos escritórios ou do contacto no terreno com outros profissionais da empresa. Na União Europeia, o ministro polaco da Justiça diz que o país não deve manter-se no bloco a todo o custo. No Reino Unido, os salários dos trabalhadores com o seu primeiro contrato sem termo registaram o maior aumento de sempre. Nota final para os pequenos investidores que estão a focar as suas atenções nos ETF chineses.

Reuters

Polónia não deve manter-se na UE a todo o custo, diz ministro polaco

O ministro polaco da Justiça considera que a Polónia não deve manter-se um Estado-membro da União Europeia a todo o custo. Numa entrevista ao diário polaco Rzeczpospolita, citado pela Reuters, Zbigniew Ziobro criticou aquilo que apelida de “chantagem” por parte do bloco europeu às “reformas” judiciais na Polónia que levantou questões sobre a separação de poderes, o Estado de Direito e o cumprimento dos tratados europeus. “A crença de que a UE é o tio bom que nos dá dinheiro e que devíamos aceitar todas as suas exigências a todo o custo é propaganda e é falso”, acrescentou o ministro. A Polónia tem até 16 de agosto para implementar uma decisão do Tribunal de Justiça da UE ou poderá ser alvo de penalizações financeiras.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre e conteúdo em inglês)

Financial Times

Investidores particulares à procura de “saldos” nos ETF chineses

Os pequenos investidores estão à procura dos fundos (ETF) que são compostos por ações chinesas após uma queda significativa desses títulos nas últimas semanas. Esta investida dos investidores particulares nas cotadas chinesas contrasta com a cautela das instituições que gerem fundos, as quais aguardam por mais informação sobre as intenções de Pequim face às suas empresas. De acordo com os dados da CFRA, citados pelo Financial Times, um ETF listado nos EUA que “segue” cotadas chinesas como a Alibaba, Tencent, JD.com e Meituan atraiu mais de dois mil milhões de dólares desde o início de julho.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago e conteúdo em inglês)

Bloomberg

Salários dos primeiros contratos em máximos no Reino Unido

Os salários dos trabalhadores com o seu primeiro contrato sem termo, no Reino Unido, registaram o maior aumento de sempre. As empresas debatem-se com dificuldades para encontrar colaboradores já que a pandemia de Covid-19 mantém muita gente afastada do mercado de trabalho. Um dia depois de o governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, ter alertado para os desafios que os empregadores enfrentam nas contratações, a Confederação de Emprego e Recrutamento (REC, na sigla em inglês) revelou que as ofertas de emprego atingiram o nível mais alto desde que estas estatísticas começaram a ser compiladas há quase 24 anos.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado e conteúdo em inglês)

The Guardian

CNN despede três trabalhadores por irem trabalhar sem vacinação

O canal de informação CNN despediu três trabalhadores que violaram a política da empresa ao irem trabalhar sem estarem vacinados contra a Covid-19. A vacinação é obrigatória para os trabalhadores que tenham de ir aos escritórios da CNN ou caso contactem com outros trabalhadores no terreno. “Deixem-me ser claro: temos uma política de tolerância zero com isto”, afirmou Jeff Zucker, presidente da CNN, num comunicado. A CNN planeava um regresso total aos escritórios a 7 de setembro, mas a variante Delta atrasou os planos, adiando essa normalização para meio de outubro.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre e conteúdo em inglês)

Les Echos

Qatar Airways deixa na pista 13 Airbus A350 por problemas de qualidade

A companhia aérea do Qatar foi obrigada a deixar de voar com 13 aparelhos Airbus A350 da sua nova frota por apresentarem problemas de qualidade. Em causa está uma degradação acelerada da superfície da fuselagem por baixo, composta em 50% por fibra de carbono. Os aparelhos estão interditos de voar por decisão da autoridade de aviação civil do Qatar e assim permanecerão até que seja apurada a causa e encontrada uma solução satisfatória para corrigir o problema de forma permanente. A Qatar Airways foi a primeira cliente do último modelo da Airbus, com pelos menos 80 aviões encomendados e 56 ao serviço na sua frota. Também a TAP tem exemplares destes aparelhos na sua frota.

Leia a notícia completa no Les Echos (acesso pago e conteúdo em francês)

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