Variante Delta tem quase 99% de prevalência em Portugal

A frequência relativa da variante Delta nas amostras analisadas pelo INSA é esmagadora. Foi detetada em 98,9% das amostras analisadas na semana que terminou a 1 de agosto, de acordo com o instituto.

A variante Delta do coronavírus continua a ser a mais prevalente em Portugal, com uma frequência relativa de 98,9% nas amostras analisadas entre 26 de julho e 1 de agosto. O mais recente relatório de diversidade genética do INSA, divulgado esta terça-feira, conclui também que a prevalência das variantes Beta e Gamma continua contida e reduzida. E também não foram detetados novos casos da variante Lambda.

Assim, a principal variante de preocupação para os portugueses mantém-se aquela que foi detetada, pela primeira vez, na Índia. A Delta, que é mais contagiosa do que a estirpe original que deu origem à pandemia, tem também uma prevalência que é superior a 95% “em todas as regiões” de Portugal.

Além disso, do total de sequências da variante Delta analisadas até à data, 62 apresentavam a mutação adiciona K417N na proteína do “espinho”. Ou seja, eram amostras da subvariante que ficou conhecida por Delta+, ou por sublinhagem AY.1.

Frequência relativa das variantes do SARS-CoV-2 em Portugal:

Fonte: INSA

“O relatório de diversidade genética do SARS-CoV-2 indica também que a frequência relativa das variantes Beta (B.1.351) e Gamma (P.1), associadas inicialmente à África do Sul e ao Brasil (Manaus), respetivamente, mantém-se baixa e sem tendência crescente, sendo que não foi detetado nenhum caso destas linhagens na semana 30 [26 de julho a 1 de agosto], de acordo com os dados apurados até à data”, informou o INSA num comunicado. Este aponta ainda que “não se detetaram novos casos da variante Lambda (C.37), a qual apresenta circulação vincada nas regiões do Peru e do Chile”.

Além destas variantes, que têm surgido nas capas dos jornais, o INSA aponta para outras “variantes de interesse” em circulação em Portugal detetadas anteriormente. Destaca, nessa medida, a B.1.621, identificada inicialmente na Colômbia, com uma prevalência de 0,8% em Portugal, e a variante Eta (B.1.525), detetada inicialmente na Nigéria, com uma prevalência de 0,3%, “desde a semana 25 (21 a 27 de junho)”. São frequências baixas na ótica do INSA.

Desde o início de junho deste ano, o INSA tem analisado “uma média de 588 sequências por semana”. Esta amostragem “envolveu laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 118 concelhos por semana”.

À medida que um vírus se propaga, como aconteceu com este coronavírus, a sua replicação vai provocando mutações que podem alterar as características do mesmo. Este fenómeno natural torna-se mais frequente na medida em que têm avançado os processos de vacinação um pouco por todo o mundo, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Contudo, até ao momento, as vacinas que estão a ser distribuídas na União Europeia têm-se mostrado eficazes contra a variante Delta.

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