Testes comparticipados à Covid-19 custaram 1,4 milhões de euros ao Estado

Em julho, primeiro mês da medida, o Estado pagou um total de 143.954 testes rápidos de antigénio, correspondendo a um gasto de 1.439.469 milhões de euros.

Durante o mês de julho, o Estado comparticipou um total de 143.954 testes rápidos de antigénio (TRAg) à Covid-19, o que corresponde a um valor de faturação de 1.439.469 milhões de euros. A maioria dos testes foi realizada em farmácias aderentes (119.012), com os restantes 24.942 a serem realizados em laboratório.

Segundo a informação enviada pelo Ministério da Saúde ao ECO, a Autoridade Regional de Saúde (ARS) do Norte realizou o maior número de testes rápidos comparticipados pelo Estado entre os dias 1 e 31 de julho – um total de 61.087 -, com 49.025 a serem feitos em farmácia e 12.782 em laboratório. A ARS da zona Centro fez 35.716 TRAg em farmácia e 4.694 em laboratório, concretizando um total de 40.410 testes rápidos. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo com 37.069 testes rápidos realizados: 29.835 em farmácia e 7.234 em laboratório.

Com valores totais de, respetivamente, 3.220 e 1.448, as ARS do Alentejo e do Algarve tiveram o menor número de testes comparticipados pelo Estado. Esta comparticipação financeira resulta “do processo de validação e conferência da faturação em curso no âmbito dos procedimentos habituais que decorrem no Centro de Controlo e Monitorização do Serviço Nacional de Saúde”.

Os 119.012 testes rápidos de antigénio pagos pelo Estado realizados em farmácias fazem parte do total de mais de 547 mil realizados em farmácias até ao final de julho, ao abrigo de protocolos assinados com autarquias, as regiões autónomas da Madeira e dos Açores e com o próprio SNS.

Os testes rápidos de antigénio à Covid-19 passaram a ser comparticipados a 100% pelo Estado em 1 de julho, uma medida que se manterá até ao final de agosto. Cada utente do SNS pode realizar, no máximo, quatro testes por mês nas farmácias ou laboratórios aderentes, sendo que este regime excecional não se aplica aos utentes com o esquema vacinal completo há pelo menos 14 dias, às pessoas que contraíram a infeção há menos de 180 dias e aos menores de 12 anos. Segundo o Infarmed, há atualmente 494 farmácias e 114 laboratórios abrangidos por esta medida.

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