Ryanair lança 26 rotas no inverno com investimento de 300 milhões em Portugal

O lançamento de 26 novas rotas vai criar 300 novos empregos, assegura a Ryanair. Companhia aérea investe 300 milhões de euros no país.

A Ryanair vai aumentar o número de aviões na base de Lisboa com três novas aeronaves, num total de sete a partir de novembro, o que lhe permitirá criar 26 novas rotas, elevando para 124 os destinos da transportadora aérea a partir de Portugal. Este é um investimento de 300 milhões de euros que vai criar 300 novos empregos, anunciou a empresa esta terça-feira.

“O crescimento da Ryanair em Portugal estimula a rápida recuperação do turismo e da economia portuguesa, criando mais de 300 novos empregos bem remunerados para pilotos, tripulantes de cabine e IT developers em Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada”, afirma a empresa. Os novos destinos incluem Bari, Agadir, Lanzarote, Malta, Palermo, entre outros, acompanhado de uma campanha promocional com lugares à venda a partir de 19,99 euros. O objetivo é transportar mais de 11,5 milhões de passageiros em Portugal.

O CEO, Michael O’Leary, nota que a Ryanair é um “grande investidor e empregador” no país e assume o compromisso de continuar a investir “uma vez que continuamos empenhados na recuperação do turismo nas regiões e na criação de empregos locais bem remunerados”. O irlandês admitiu, em conferência de imprensa, que teve de despedir 26 pessoas no ano passado em Portugal, mas que estas foram convidadas a voltar.

Com este anúncio, a Ryanair diz que vai ter a “maior programa de inverno em Portugal de sempre”. Porém, o negócio até ao momento não está a correr na perfeição: segundo O’Leary, o “volume [de venda de bilhetes] é bom, mas o preço [médio de venda] está fraco”, explicou, apesar de dizer que a companhia está a “recuperar mais rapidamente do que outras transportadoras” na Europa.

Relativamente a Portugal, questionado sobre o porquê de a empresa portuguesa registar prejuízos todos os anos em território nacional, o CEO da Ryanair justificou-o com o “elevado investimento e crescimento” no país nos últimos anos, o que se traduziu numa “atividade menos lucrativa” do que noutros países. Ainda assim, “não perdemos dinheiro em Portugal”, garante, explicando que os resultados da empresa são “pan-europeus” e não nacionais. “Nunca recebemos nenhuma ajuda estatal em Portugal”, assegura.

Para o futuro, a companhia aérea tem encomendados 210 novos aviões da Boeing, os quais vão permitir reduzir os custos e o consumo de combustível (-16%), ao mesmo tempo que aumenta em 4% o número de lugares por aeronave e cria mais espaço para melhorar o conforto dos passageiros a bordo.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h22)

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