BRANDS' ECOSEGUROS A Gestão de Risco Empresarial

  • BRANDS' ECOSEGUROS
  • 1 Setembro 2021

Empreender é aceitar riscos, no entanto, é necessário ser consciente e não aceitar o intolerável, explica Sebastião Correia Barros, assessor da administração da Amplitude Seguros.

O risco é como um condimento, tanto pode transformar um alimento num prato apetitoso, como o pode tornar amargo ou indigesto. Empreender é aceitar riscos, no entanto, é necessário ser consciente e não aceitar o intolerável.

Existem noções diversas de risco, sendo que a Gestão de Risco Empresarial considera risco qualquer evento que possa afetar negativamente a realização dos objetivos da empresa.

A metodologia da Gestão de Risco Empresarial utiliza quatro fases sucessivas: a identificação dos riscos; a sua análise e avaliação; o controlo ou redução e finalmente a transferência.

Ao identificar risco, encontramos acidentes com pessoas; cataclismos da natureza; incêndio; queda de estruturas; avaria de máquinas; danos causados a terceiros; defeito em produtos depois de vendidos; ataques cibernéticos; perda de fornecedores ou de clientes; deterioração do relacionamento com financiadores ou franchisadores; danos ao ambiente e muitos outros.

O estudo dos incidentes permite a identificação dos riscos que lhes deram origem e a sua análise, redução ou contenção de modo a que ocorra o menor número de acidentes possível e com a menor gravidade. A regra prática é a de que por cada vinte e cinco incidentes há um acidente.

Na análise e avaliação de cada risco estudamos a frequência e a gravidade e o seu possível impacto no património ou imagem da empresa.

"Para cada risco há um método próprio de contenção, sendo exemplos a construção antissísmica que permite reduzir o impacto do sismo e a divisão de uma unidade industrial em vários compartimentos separados por estruturas corta-fogo que permite reduzir a perda máxima possível nessa unidade.”

Sebastião Correia Barros

Assessor da administração da Amplitude Seguros

Um exemplo de dano à imagem da empresa é a ocorrência de um acidente mortal, que poderia ter sido facilmente evitado. Outro exemplo é o afundamento propositado de uma grande plataforma marítima como ocorreu há anos. O público reagiu com um grande boicote na compra dos produtos dessa empresa e os prejuízos foram tais que a obrigaram a vender várias operações, nomeadamente a da Península Ibérica.

O controlo ou redução do risco tenta minimizar ou, se possível, anular o mesmo.

Os Planos de Emergência e Planos de Contingência, são elementos muito valiosos na contenção e redução do risco. O primeiro organiza e rentabiliza os recursos existentes, o segundo permite que a empresa retome a sua atividade normal no menor espaço de tempo e que o dano à sua imagem seja o menor possível.

Para cada risco há um método próprio de contenção, sendo exemplos a construção antissísmica que permite reduzir o impacto do sismo e a divisão de uma unidade industrial em vários compartimentos separados por estruturas corta-fogo que permite reduzir a perda máxima possível nessa unidade.

Depois de identificar, avaliar e conter ou reduzir os riscos, a empresa pode reter ou transferir a parte que não conseguiu anular. A retenção pode ser efetuada através de franquias aplicadas a contratos de seguro ou, caso a empresa tenha capacidade financeira para absorver o risco, pela não colocação do seguro para determinados riscos. Por exemplo, uma frota automóvel de muito grande dimensão não justifica a colocação do seguro da cobertura de danos próprios ou apenas a justifica se houver uma minoria de veículos com valor muito mais elevado que os restantes. Nesse caso apenas se coloca a cobertura de danos próprios para as viaturas de valor muito elevado.

Se a empresa tiver uma dimensão e dispersão de risco considerável, pode assumir uma parte significativa do risco através de uma seguradora cativa.

Não podemos esquecer que as seguradoras são também empresas, pelo que o seu objetivo é obter lucro com a aceitação de riscos. Daí que todo o risco que a empresa possa aceitar, sem pôr em causa o seu equilíbrio financeiro, representa um lucro.

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