Regresso ao trabalho? Saiba como prevenir o burnout das suas pessoas

Conheça algumas das sugestões para garantir que as suas equipas de liderança estão atentas às questões de saúde mental das pessoas, e como intervir para mitigar o agravamento de sintomas.

Aproxima-se o fim do habitual período mais longo de férias do ano e, em algumas empresas, também o regresso — em muitos casos parcial — ao escritório, depois de um período de teletrabalho obrigatório e quase total. Setembro é, normalmente, sinónimo de rentrée e, sobretudo este ano, requer uma atenção redobrada à saúde mental das pessoas.

Com um novo paradigma de trabalho que indica que modelos híbridos são já o presente, em função dos regimes exclusivamente presenciais, é importante que as empresas tenham um forte grau de awareness em relação ao bem-estar das suas pessoas“, refere a Adecco Portugal em comunicado.

De acordo com a segunda edição do estudo internacional “Resetting Normal ‘Defining the New Era of Work”, realizado pelo grupo Adecco, quatro em cada 10 profissionais acreditam que as organizações devem focar-se no apoio à saúde mental dos seus funcionários. Uma estatística expressiva de um estudo que envolveu 25 países e que resulta da análise de 14.800 respostas.

Prevenir é a palavra-chave, defende a especialista em recursos humanos. “É emergente que as organizações enquadrem nas suas políticas organizacionais, no curto e no longo prazo, práticas de vigilância e prevenção do bem-estar mental das suas equipas.”

Estas são as quatro sugestões da Adecco Portugal para garantir que as suas equipas estão atentas às questões de saúde mental das pessoas, e como intervir para mitigar o agravamento de sintomas:

1. Seja um líder presente

“A liderança deve permanecer visível e acessível e isso inclui o aumento da disponibilidade virtual, se necessário“, começa por aconselhar a empresa. Considere as reuniões one to one e informais com os membros da sua equipa, tal como acontece de forma natural num regime de trabalho presencial, para avaliar o estado de espírito em que se encontram, perceber como levam o seu quotidiano neste regime de trabalho, fazer perguntas de trabalho, apelar à participação na resolução de problemas e reunir ideias.

“É muito importante para estabelecer o tom da liderança, mas é sobretudo uma forma de estar presente, de mostrar que se preocupa com o bem-estar das pessoas e de manter a motivação para buscar os seus contributos. Este contacto mais personalizado pode conduzir ao reconhecimento precoce de sinais de fadiga ou compromisso do bem-estar mental, permitindo-lhe agir antes do agravamento da situação.”

2. Reconheça os sinais de aviso

Diminuição da satisfação, do empenho e da produtividade, aumento do conflito pessoal e desejo de desistir e de se desvincular são algumas das várias formas nas quais o burnout se pode manifestar. “Os colaboradores podem não admitir que estão esgotados por receio de parecer uma falha pessoal ou um sintoma de falta de empenho, o que só agrava o seu estado mental”, alerta a Adecco.

Para contornar este problema, e prevenir situações de esgotamento, os gestores devem estar atentos a mudanças nas atitudes dos funcionários que possam indicar um problema mais profundo de burnout.

3. Treinar para a resiliência

“O treino individual aumenta a resiliência no trabalho, pelo que os gestores devem focar-se tanto os objetivos de trabalho, como na saúde individual dos membros das suas equipas. Assim, pode ser um excelente investimento nas pessoas a sua empresa dar acesso a sessões de coaching“, sugere.

Por vezes, uma conversa com um coach pode ser determinante para o desenvolvimento e desbloqueio individual, que pode aumentar a satisfação e a motivação e, ao mesmo tempo, dá uma sensação de resiliência.

4. Reduza a carga de trabalho

Tão importante como reconhecer os primeiros sinais de stress é agir, nomeadamente aliviando os membros da equipa que deem indícios de fadiga para reduzir a carga de trabalho. “Todos temos um número limitado de horas num dia e a produtividade sem esgotamento requer uma redução estratégica das atividades consumidoras de energia”, conclui a Adecco Portugal.

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