TAP está a rever contrato com a JetBlue de David Neeleman

Christine Ourmières-Widener diz que companhia está a reavaliar parcerias e rotas. Porto volta a ter ligação com Brasil e Estados Unidos. Voar para Porto Santo no Inverno não é sustentável.

A TAP está a rever o contrato comercial com a JetBlue, de David Neeleman, assinado no tempo em que o empresário brasileiro era o principal acionista privado da companhia aérea, afirmou a presidente executiva da empresa portuguesa no Parlamento. Parcerias e rotas estão a ser avaliadas “caso a caso”, para avaliar sustentabilidade e potencial.

Christine Ourmières-Widener foi questionada pelo deputado João Cotrim de Figueiredo sobre o contrato com a empresa de David Neeleman. “Temos um acordo que estamos a rever”, respondeu a CEO da TAP, que referiu haver “uma relação estreita com a JetBlue”. “Queremos ser proativos e aumentar a receita”, acrescentou.

A responsável afirmou ainda que a companhia está a avaliar parcerias que permitam trabalhar novos mercados e oportunidades para abrir novas rotas, como Punta Cana ou Cancun. Mas também a rentabilidade e sustentabilidade estão a ver vistas “caso a caso”. Alguns voos “ponto a ponto” na Europa podem até não ser rentáveis, mas podem compensar se alimentarem os voos transatlânticos a partir do hub de Lisboa.

Os “critérios económicos” foram a justificação apontada para a TAP não fazer voos para o Porto Santo durante o inverno. Questionada sobre o Porto, Christine Ourmières-Widener garantiu que a TAP vai voltar a ligar o aeroporto Sá Carneiro ao Brasil e a Nova Iorque.

A CEO foi ainda confrontada por um deputado do PSD com os preços praticados para Ibiza (65 euros), muito superiores aos cobrados nas ligações à Madeira (cerca de 200 euros). Christine Ourmières-Widener justificou com a necessidade de promover o novo destino e garantiu que “a nova campanha para a Madeira vai ter preços muito competitivos”. “Estamos a trabalhar com o Turismo da Madeira”, assegurou.

Sobre a falta de voos para a Venezuela, referiu que “a situação não está nas mãos da TAP”, mas que há exceções às regras, como os voos no Natal, que “serão usadas tanto quanto pudermos”.

O fim das restrições nas viagens a partir do Brasil tiveram já um impacto positivo, com a responsável a assinalar que aquele país “tem quase tanto peso como Portugal” para as receitas de passagens. Disse também que a companhia está pronta a reagir se houver uma decisão sobre os Estados Unidos. “Seremos flexíveis para agarrar as oportunidades quando elas aparecerem”, asseverou.

Christine Ourmières-Widener, que ocupa a presidência executiva da TAP desde 24 de junho, foi esta terça-feira ouvida na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da COVID-19 e do processo de recuperação económica e social.

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