Internamentos Covid em cuidados intensivos caem 19% numa semana

A taxa de ocupação de camas em Unidades de Cuidados Intensivos recuou 19% face à semana anterior, segundo o relatório semanal divulgado pela DGS e pelo INSA.

A taxa de ocupação de camas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) recuou 19% face à semana anterior, segundo o relatório semanal de monitorização das “Linhas Vermelhas” da Covid divulgado esta sexta-feira pela DGS e INSA. Está a 40% do limite definido como crítico.

A 15 de setembro, contavam-se 103 doentes internados em UCI, um número que corresponde a 40% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas, refere o documento. “Nas últimas semanas, este indicador tem vindo a assumir uma tendência estável a decrescente (-19% em relação à semana anterior)”, lê-se. Apesar do recuo em todas as regiões do país, o Centro continua a ser a região do país com uma maior percentagem de doentes nestas unidades, com 19 doentes internados em UCI, o equivalente a 56% do nível de alerta definido para aquela região.

Ocupação máxima recomendada para doentes Covid-19 em UCI a 15 de setembro de 2021Fonte: DGS e INSA

O grupo etário com maior número de casos de Covid-19 internados em UCI corresponde ao grupo etário dos 60 aos 79 anos (57 casos para o período analisado).

Nos últimos sete dias, verificou-se ainda um aumento no número de testes realizados, sendo que a taxa de positividade baixou consideravelmente, o que revela uma “tendência decrescente”. A proporção de testes positivos observada na última semana (9 a 15 de setembro) foi de 1,9% (na semana passada era de 3,1%), um valor que se encontra abaixo do limiar de 4% recomendado pelo ECDC. “Observa-se um aumento no número total de testes realizados nos últimos sete dias, que foi de 384.817 testes (314.823 testes no último relatório)”, sublinha a DGS.

O documento revela ainda um aumento na proporção de casos confirmados notificados com atrasos, que foi de 5,5% (contra os 4,9% registados na semana anterior), mantendo-se, no entanto, claramente abaixo do limiar de 10%. Além disso, a DGS nota ainda que nos últimos sete dias, 98% dos casos notificados foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e 92% de todos os casos notificados tiveram todos os seus contactos rastreados e isolados no mesmo período.

No que toca aos indicadores que “guiam” a matriz de risco delineada pelo Governo, Portugal apresenta uma incidência cumulativa a 14 dias de 166 casos por 100 mil habitantes, o que continua a refletir uma “tendência decrescente” da doença. Neste contexto, registou-se uma diminuição deste indicador em todas as regiões do país, sendo que atualmente todas as regiões do país estão abaixo do limiar de 480 casos por 100 mil habitantes. A região do Algarve mantém o valor de incidência mais elevado, com 378 casos por 100 mil habitantes, mas já abaixo do limiar definido como preocupante.

Quanto ao índice de transmissibilidade (rt) continua abaixo de 1 a nível nacional e em todas as regiões do país, o que indica uma “tendência decrescente da incidência de infeção por SARS-CoV-2”. Verificou-se ainda uma diminuição deste indicador em todas as regiões do país, o que reflete ainda uma diminuição da velocidade de transmissão do vírus.

Recorde-se que face à situação epidemiológica bastante favorável de Portugal, os especialistas deram “luz verde” a um alívio de medidas, que esta previsto para quando o país atinja a meta de ter 85% da população com a vacinação completa contra a Covid. Ainda assim, na reunião do Infarmed, os peritos sublinharam a importância de continuar a apostar na vacinação, testagem e na monitorização de variantes. “A pandemia não acabou”, disse Raquel Duarte, defendendo que devem ser mantidas algumas cautelas nomeadamente a manutenção do uso obrigatório de máscara em espaços fechados, pelo menos nesta fase transitória. Além disso, os especialistas defenderam ainda que o certificado digital Covid deve apenas ser pedido em contextos de “maior risco” ou controlos de fronteiras.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h12)

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