Governo espanhol vai cobrar mais 1,1 mil milhões na fatura da eletricidade, apesar do corte de impostos

  • Joana Abrantes Gomes
  • 23 Setembro 2021

Sánchez anunciou medidas para fazer frente ao aumento do preço da luz, que incluíam uma redução de impostos. Mas sabe-se agora que vão ser cobrados mais 1,1 mil milhões na fatura da eletricidade.

A 14 de setembro, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciava a aprovação, pelo seu Executivo, de um conjunto de medidas para fazer frente à escalada do preço da eletricidade para os consumidores, o que incluía uma redução dos impostos. Porém, o Cinco Días revela esta quinta-feira que este esforço fiscal não vai resultar, uma vez que, segundo as previsões, o Estado vai cobrar mais 1,1 mil milhões de euros em impostos este ano, apesar das medidas anunciadas.

Estes 1,1 mil milhões de euros a mais em impostos a pagar ainda em 2021 superam os cerca de 10,4 mil milhões que eram cobrados anualmente nos dois anos anteriores à pandemia. O próprio aumento dos preços da eletricidade traduz-se num aumento sem precedentes na cobrança de impostos que incidem diretamente sobre a fatura da luz, o IVA e o imposto especial sobre a eletricidade, e outros seis que o fazem indiretamente: o imposto hidráulico, o imposto sobre o carvão, o imposto sobre os resíduos nucleares, o imposto sobre a ocupação das vias públicas (TOVP) e as receitas dos leilões de direitos de emissão de CO2 (dióxido de carbono).

Os cofres do Estado espanhol beneficiam, assim, do aumento significativo destes direitos, que, a par com o preço do gás, são os fatores que estão a empurrar os preços da eletricidade para um pico ainda desconhecido.

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