Depósitos das famílias encolhem para 169,2 mil milhões em agosto

Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal, montante depositado junto dos bancos encolheu em agosto. Ainda assim, está perto dos 170 mil milhões de euros.

O montante depositado pelas famílias junto dos bancos encolheu em agosto. No tradicional mês de férias, os portugueses gastaram mais, reduzindo o valor confiado às instituições financeiras para os 169,2 mil milhões de euros, pondo fim a um ciclo de praticamente um ano de subidas consecutivas dos saldos das contas.

Depois de ter alcançado um recorde de 169,9 mil milhões de euros em julho, o saldo das contas dos particulares encolheu em agosto, segundo dados do Banco de Portugal. Montante encolheu em cerca de 600 mil euros, sendo esta a primeira queda desde agosto do ano passado. Ou seja, é habitual esta redução neste mês do ano.

Agosto é, tradicionalmente, mês de férias para muitos portugueses, que tendem a aumentar os gastos neste período fora do trabalho. Este ano coincidiu também com o aliviar das medidas restritivas que vigoravam por causa da pandemia.

A redução foi marginal, seguindo-se a meses consecutivos de fortes aumentos dos montantes confiados pelas famílias aos bancos a operar no mercado nacional. Desde a última vez em que o valor encolheu, até ao final de agosto deste ano, o saldo disparou em 11,3 mil milhões de euros.

Contabilizando desde que a pandemia chegou a Portugal, levando a que praticamente todos os portugueses tivessem de se resguardar em casa, logo consumindo menos, o saldo é positivo em 18,6 mil milhões de euros.

“Desde março de 2020, as famílias têm reforçado os seus depósitos junto da banca. Este crescimento tem apresentado uma tendência e valores próximos dos da área do euro”, diz o Banco de Portugal, salientando que também as poupanças das empresas têm crescido.

“Desde maio de 2020 que o montante de depósitos que as empresas detêm nos bancos residentes em Portugal tem crescido acima dos 14%. Em agosto de 2021, estes depósitos cresceram 16,3% em relação a agosto de 2020, para 58,8 mil milhões de euros (tinham crescido 14,8% no mês anterior), atingindo um novo máximo histórico“, salienta o supervisor.

Crédito acelera junto das famílias, trava nas empresas

Apesar da quebra, o montante em depósitos é elevado. Mas mesmo com todos os milhares de milhões de euros no banco, o recurso das famílias ao crédito continua a crescer.

“Em agosto de 2021, o montante total de empréstimos concedidos aos particulares para habitação cresceu 4% em relação a agosto de 2020 para 95,6 mil milhões de euros (estes empréstimos tinham crescido 3,9% no mês anterior)”, diz o Banco de Portugal.

“Os empréstimos ao consumo cresceram 1,3% em relação a agosto de 2020, fixando-se em 19 mil milhões de euros (tinham crescido 1,6% no mês anterior)”, acrescenta.

No caso das empresas, assistiu-se a uma quebra no ritmo de crescimento. “Em agosto de 2021, o montante total de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas cresceu 5,2% em relação a agosto de 2020, para 76,2 mil milhões de euros (estes empréstimos tinham crescido 5,9% no mês anterior)”.

“Contrariando a evolução verificada em 2020 e no início de 2021, em grande parte relacionada com o impacto das linhas de apoio à economia concedidas no contexto da pandemia, o ritmo de crescimento dos empréstimos às empresas voltou a diminuir pelo quarto mês consecutivo“, refere o supervisor. “Ainda assim, os empréstimos às empresas têm aumentado a um ritmo superior ao observado na área do euro”, remata.

(Notícia atualizada às 11h34 com mais informação)

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