AHRESP quer que solução para as moratórias salvaguarde historial bancário das empresas

A associação que representa empresas do setor do turismo defende que a linha de garantias públicas para o fim das moratórias deve ser de acesso universal.

A solução encontrada para o fim das moratórias, a recém-criada linha de garantias públicas, está a provocar preocupação do lado das empresas. A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) também já se pronunciou sobre o assunto, defendendo que a linha Retomar deveria ser de acesso universal, bem como salvaguardar o historial bancário das empresas.

“No âmbito da disponibilização da linha Retomar, que pretende apoiar as empresas após o fim das moratórias bancárias, a AHRESP alerta que todos os processos de reestruturação de crédito acordados ao abrigo desta linha não devem influenciar o historial bancário das empresas beneficiárias, nem prejudicar a análise de eventuais pedidos futuros de financiamento junto da Banca”, reitera a associação, em comunicado.

A linha de garantias públicas, no valor de 1.000 milhões de euros, para reestruturações dos créditos empresariais que estão em moratória foi anunciada pelo Banco Português de Fomento na sexta-feira. As garantias vão cobrir até 25% do crédito em moratória que for reestruturado, até um máximo de 10 milhões de euros por operação.

A AHRESP nota que as dificuldades que a maioria das empresas enfrenta “estão diretamente relacionadas com a situação extraordinária causada pela pandemia”, pelo que o enquadramento da medida “deve salvaguardar o futuro financeiro” destas.

Para além disso, a associação que representa as empresas do turismo e restauração sublinha que é essencial “assegurar que todas as empresas que reúnam os critérios de elegibilidade possam ter acesso direto a esta medida, sem que haja lugar a eventuais rejeições injustificadas por parte das instituições bancárias”.

De sublinhar que os créditos reestruturados no âmbito deste programa vão ser considerados como uma reestruturação “normal”, o que vai ter implicações tanto para os bancos como para as empresas. Vai exigir mais capital à banca e criará um estigma às empresas no sistema financeiro, sendo que, por causa disso, estes estão a pedir a intervenção do Governo para resolver o problema, intervindo junto de Bruxelas ou criando outras soluções.

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