Um GLE híbrido com muita autonomia

É a diesel, mas tem um motor elétrico e uma bateria gigante. Garante muita potência, mas também uma autonomia elétrica de fazer inveja. São quase 100 quilómetros sem gastar uma gota de combustível.

O Mercedes GLE é, há muito, uma referência entre os SUV. E a marca da estrela quer que continue, nesta geração renovada, a ser a escolha de muitos, pelo que decidiu replicar a receita que tem utilizado nomeadamente nas berlinas e dotá-lo de uma opção híbrida. Mas com um bónus em termos de autonomia que faz toda a diferença perante a aguerrida concorrência deste segmento.

São poucas a diferenças entre os novos GLE e GLE Coupé. Esteticamente são praticamente iguais à geração que vêm suceder, mas debaixo do capot está todo um mundo novo para estes modelos de grandes dimensões. Há um motor a combustão, mas também um elétrico, que funcionam em perfeita sintonia, para gáudio de que quem se senta no lugar do condutor.

Ao contrário de outras marcas, a Mercedes recorrer também aos diesel para os seus modelos híbridos. Neste caso, temos um quatro cilindros com 2.0 litros, com 194 cv e 400 Nm que conta com a ajuda de um motor elétrico com 100 kW e 440 Nm. No total, a fabricante germânica injetou 320 cv e 700 Nm debaixo do gigante capot do GLE Coupé, potência que fica à disposição de um simples toque no pedal do acelerador.

Suave, mas potente

Esta potência é mais do que suficiente para mover o GLE Coupé, mesmo com as suas quase 2,7 toneladas. Este “tanque” – não pelos quase cinco metros de comprimento, mas pelos dois metros de largura, num modelo “rebaixado” –, move-se com tal leveza que contraria todos os sentidos de quem vai ao volante. O arranque, feito em modo totalmente elétrico, surpreende, assim como a suavidade e agilidade que se obtém nesta combinação improvável.

Em cidade o modo elétrico é rei, mas quando se pede um pouco mais acordamos o diesel, mas quase sem nos apercebermos de que está a trabalhar — a insonorização é bastante eficaz. E é notória a vitalidade de todo o conjunto, seja em modo Normal ou quando se quer algo mais desportivo, optando pelo Sport. Claro que exagerar no acelerador se traduz em consumos mais elevados, mas não é fácil gastar muito neste 350 de.

Mais autonomia elétrica

Mesmo abusando um pouco da potência, dificilmente o ecrã por detrás do volante — que tem um outro ao seu lado com as mesmas 12,3 polegadas — mostrará consumos exagerados. Não se admire se surgirem médias na casa dos 2 a 3 litros/100 km. É extremamente poupado nos consumos — no preço, nem por isso, já que pode chegar a custar os cerca de 115 mil euros da unidade ensaiada —, facto para o qual contribui a grande autonomia que o GLE Coupé, no caso, mas também o GLE conseguem oferecer.

O sistema híbrido é em tudo semelhante ao que a Mercedes usa, por exemplo, nos Classe E, mas nos GLE a bateria é maior (sendo a capacidade da bagageira ligeiramente menor): tem uma capacidade de 31,2 kWh que permite uma autonomia que chega bem perto dos 100 km (em ciclo WLTP). É quase o dobro dos outros modelos da marca, mas também da dos SUV de outras marcas, permitindo rolar no dia-a-dia quase sempre sem ligar o diesel, aproveitando tanto o modo Eco como as distintas intensidades de regeneração para adicionar quilómetros à autonomia. Quando acaba a bateria, bastam 20 minutos para ter 80% da carga, isto num posto rápido.

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