BRANDS' PESSOAS Bem-vindos às organizações do futuro

  • PESSOAS + EY
  • 18 Outubro 2021

Tânia Ribeiro, Senior Manager EY, People Advisory Services, leva-nos numa viagem às organizações do futuro, onde a jornada do consumidor assume o eixo central.

A transformação digital estava a pressionar as organizações a reinventarem-se, a pandemia fez o resto. Bem-vindos às organizações do futuro!

Antes de iniciarmos esta viagem, o que importa saber, para alinhar coordenadas? De acordo com o survey da EY Work Reimagined Employee 2021, 90% dos colaboradores querem um trabalho flexível e 54% consideram a hipótese de se despedir, caso tal situação não se concretize.

As novas expectativas dos colaboradores estão a obrigar as organizações a desafiar conceitos convencionais. A flexibilidade está na agenda do dia, mas não pode ser interpretada de forma limitada. Não basta responder a “onde” se trabalha, mas também (e muito mais difícil), a “quando” e “como” se trabalha. O trabalho híbrido cria desequilíbrios que antes, com todos os colaboradores à distância, não se verificavam. É preciso criar regras que assegurem a não distinção de colaboradores “de primeira” (os que estão no escritório) face aos outros, garantindo a inexistência de desigualdades de género, salariais, avaliação, desenvolvimento e progressão na carreira.

"A jornada do colaborador é um eixo central nas organizações do futuro. Esta procura criar uma experiência impactante e inspiradora, digital e personalizada, desenhada com o intuito de maximizar o potencial de desenvolvimento das pessoas, aumentar a produtividade e gerar valor acrescentado para o negócio.”

Tânia Ribeiro

Senior Manager EY, People Advisory Services

Mas como se afiguram então as organizações do futuro? São pensadas e desenhadas para serem ágeis através dos colaboradores, que assumem o papel de protagonistas, sendo colocados no centro das decisões. As estruturas hierárquicas são quebradas e substituídas por novas formas de trabalhar colaborativas e os líderes redefinem o seu papel, gerindo equipas híbridas através do propósito, confiança e resultados. O bem-estar dos colaboradores, a promoção do mérito e as métricas de sustentabilidade, marcam a agenda dos CEOs.

A jornada do colaborador é um eixo central nas organizações do futuro. Esta procura criar uma experiência impactante e inspiradora, digital e personalizada, desenhada com o intuito de maximizar o potencial de desenvolvimento das pessoas, aumentar a produtividade e gerar valor acrescentado para o negócio. A jornada é composta por três áreas que se complementam:

  • Tecnologia: o ambiente de trabalho de referência passa a ser o digital, com as aplicações tecnológicas a garantirem equipas conectadas. A robótica e a inteligência artificial estão totalmente integradas nos processos, aumentando exponencialmente a capacidade das equipas e a eficiência organizacional. O investimento no upskill e reskill dos colaboradores é contínuo, motivando-os para uma rápida e correta adoção da tecnologia como alavanca da performance.
  • Cultura: a cultura é orientada para o propósito e baseia-se na confiança, transparência, experimentação, ownership e autoliderança. A colaboração é o coração das novas formas de trabalhar, apostando-se na criação de comunidades, redes de interações e parcerias, que levam a mais inovação e melhores resultados.
  • Escritório: o tamanho é mais reduzido (ajustado ao trabalho híbrido), mas apresenta-se como um espaço simbólico de maior relevo na vivência e difusão da cultura. É um espaço agradável e inspirador, onde a vida profissional e pessoal se integram. Versátil e multiúsos, ajusta-se às diferentes necessidades dos colaboradores e à dinâmica organizacional: local de recolhimento (assegurando privacidade e concentração) e de trabalho em equipa (estimulando o brainstorming e a coconstrução); local de formação e desenvolvimento holístico através de experiências diversas; e espaço de socialização, discussão ou diversão, num reforço contínuo dos laços e da cultura.

Antes de terminarmos esta viagem ao futuro, uma nota à navegação: existem muitas oportunidades no futuro, como o aumentar da capacidade humana, da eficiência e da rapidez. Mas existem também riscos associados, como a perda da interação física, a empatia ou a criatividade. É essencial trabalhar-se estes aspetos, para que os riscos sejam reconvertidos em áreas fortes e fatores de diferenciação positiva na proposta de valor das organizações.

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