VIP por um dia. É assim a vida a bordo do Classe S

É a berlina de luxo mais vendida no mundo. E quer continuar a dar cartas neste segmento, com a nova geração. Conforto não falta, mas tecnologia também não, num grande automóvel com preço a condizer.

Não são raras as vezes que passa por nós uma berlina preta, de vidros escurecidos, geralmente a um ritmo apressado. Pensamos automaticamente que lá dentro vai alguém importante… e imaginamos como será estar sentado lá dentro. Como será andar num destes automóveis de luxo, que infelizmente não está ao alcance de todos os bolsos? Resolvemos tirar as dúvidas com a mais recente geração do Classe S.

Com as chaves na mão daquela que é a berlina de luxo mais vendida no mundo, dispensámos o volante por uns instantes. VIP que é VIP, entra para o banco de trás. Sem mordomias, abrimos a porta traseira para nos atirarmos para o aconchego da pele de alta qualidade que reveste boa parte do topo de gama da Mercedes. Há aquecimento para os dias frios, mas também ar condicionado dedicado.

Mais conforto parece impossível, mas é: basta deixar cair o separador entre assentos para revelar o pequeno tablet que nos dá controlo sobre a temperatura, mas também um vasto leque de massagens. E que massagens… Chegamos a perder a noção do tempo com todas aquelas “mãos” a acertarem nos pontos certos das costas. Só apetece fechar os olhos ou, em vez disso, criar um ambiente mais privado ao fazer subir as cortinas com apenas um toque no ecrã.

Tudo em ponto grande

Não falta espaço para esticar as pernas no banco de trás, mas a Mercedes também não poupou em centímetros para quando trocamos do lugar do VIP para o do motorista. À frente, as poltronas são igualmente brilhantes. Mas aqui em vez de um tablet, temos um ecrã gigante que parece flutuar entre os dois lugares dianteiros.

Mercedes-Benz S-Klasse, 2020, Studioaufnahme, Interieur: Leder Nappa Sienabraun
Mercedes-Benz S-Class, 2020, studio shot, interior: leather siena brown

Se até agora o sistema MBUX se caracterizava por oferecer um grande ecrã que atravessava mais de metade do tablier, agora assume-se como um tablet de 12,8 polegadas, com resposta háptica, que fica “à mão de semear” tanto de quem conduz como do passageiro do lado. Tem tudo aquilo a que a Mercedes já nos habituou, mas com alguns extras dignos de nota: quando se pára num sinal vermelho, não precisa de espreitar o semáforo porque pode ver o verde através do ecrã.

Como se não bastasse este ecrã, há ainda outro, também de grandes dimensões, posicionado atrás do volante, totalmente personalizável, com a particularidade de ser 3D — faz confusão ao início, mas depois tem o seu quê de brilhante. E para evitar desviar o olhar da estrada há ainda um head-up display rico em informação útil para o condutor que, mesmo que se distraia, sabe que tem todas as ajudas de segurança da Mercedes prontas para atuar.

Não se ouve nada

Dentro do Classe S parece que estamos num mundo à parte — e estamos, tendo em conta o preço de 172.983 euros da unidade ensaiada. Não só pelo luxo, mas também pela sensação de cápsula que se tem a partir do momento em que fechamos a porta. Não se ouve nada, tal o trabalho feito na insonorização deste topo de gama. Nem mesmo quando se liga o motor. Ao ponto de se ter de dar um toque no acelerador para ver o ponteiro digital a reagir.

Não se houve não por ser elétrico, que não o é — esse será o EQS, que terá autonomia para uns estonteantes 770 km. Neste Classe S, um automóvel de mais de duas toneladas, cabe a um diesel fazer as honras. O S 400d é um três litros de seis cilindros com 330 cv que conta com a notável ajuda da transmissão de nove velocidades 9G-Tronic para deslizar pela estrada.

Mercedes-Benz S-Klasse, 2020, Outdoor, Standaufnahme, Exterieur: Hightechsilber // Mercedes-Benz S-Class, 2020, outdoor, still shot, exterior: hightech silver

O binário de 700 Nm disponível a baixas rotações permitem deslocar esta berlina de quase 5,3 metros sem qualquer esforço, atirando-o para desempenhos dignos de outros modelos mais desportivos. Bastam 5,4 segundos para chegar aos 100 km/h, sendo a velocidade máxima limitada a 250 km/h.

Seja a 100 km/h, seja a velocidades mais elevadas — acima das permitidas pelo Código da Estrada –, a sensação é de que flutuamos pela estrada, mesmo em algumas mais esburacadas. A suspensão pneumática adaptativa Airmatic, garante sempre um elevado conforto independentemente do modo de condução selecionado. Mesmo com o modo desportivo selecionado, o Dynamic.

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