Marcelo quer compromisso sólido para pelo menos dois anos

  • ECO
  • 6 Novembro 2021

“Se o quadro político ficar semelhante ao atual, os partidos vão ser obrigados a entender-se”, dizem fontes de Belém, alertando que “não é solução andar de seis em seis meses em eleições”.

O Presidente da República deverá ser mais exigente na gestão política do pós-eleições antecipadas que convocou para 30 de janeiro. De acordo com fontes de Belém, citadas pelo Expresso (acesso pago), Marcelo Rebelo de Sousa vai tentar forçar um compromisso que garanta, no mínimo, dois Orçamentos do Estado, ou seja, o de 2022 e o de 2023.

Se o quadro político ficar semelhante ao atual, os partidos vão ser obrigados a entender-se”, dizem fontes de Belém, alertando que “não é solução andar de seis em seis meses em eleições”. Um novo chumbo do Orçamento seria “sui­cida”, até porque, com eleições a 30 de janeiro, o Presidente está constitucionalmente impedido de voltar a dissolver a Assembleia da República até finais de agosto, ou seja, a dois meses do prazo normal e entrega no Parlamento do Orçamento do Estado do ano seguinte (2023).

As soluções podem passar por um acordo dos partidos de esquerda, até porque as mais recentes sondagens apontam que das eleições poderá resultar um equilíbrio de forças semelhante ao que existe presentemente na Assembleia da República. Ou por um acordo de cavalheiros entre PS e PSD, os dois maiores partidos, uma solução idêntica à dos anos 90 em que os protagonistas foram o próprio Marcelo Rebelo de Sousa, líder dos social democratas, e António Guterres. Uma solução que o Chefe de Estado teve o cuidado de recordar na intervenção que fez ao país na quinta-feira, quando anunciou a dissolução do Parlamento.

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