Aegon reporta perdas de 60 milhões no 3ºT devido a não recorrentes

  • ECO Seguros
  • 23 Novembro 2021

Presente em Portugal através de parceria com o Santander, a Aegon NV quer reduzir 400 milhões de euros em despesas operacionais até 2023. Mortalidade por covid nos EUA penalizou resultados.

O grupo Aegon NV, presente em Portugal através de parceria com o grupo Santander, reportou resultado líquido negativo de 60 milhões de euros no terceiro trimestre, penalizado por encargos não recorrentes (one-off) num montante de 460 milhões de euros relacionados com execução de medidas para melhoria da gestão financeira, em particular nos EUA (seguros de Vida) e nos Países Baixos, e também libertar capital para reforço do balanço.

O resultado operacional, que exclui o efeito desses itens extraordinários, totalizou 443 milhões de euros, em decréscimo de 16% comparativamente com igual trimestre de 2020, refletindo o aumento de despesas em sinistros de riscos diversos no mercado norte-americano, mas sobretudo gastos relacionadas com a mortalidade por Covid-19 nos EUA.

“A melhoria de desempenho na maioria dos nossos negócios, apoiadas pela execução disciplinada do nosso plano de melhoria operacional, compensou a elevada mortalidade nos Estados Unidos. O resultado operacional do trimestre reflete poupanças alcançadas até agora a nível das despesas,” disse Lard Friese, CEO da Aegon NV.

O grupo tem em curso um plano de transformação estratégica e financeira com objetivo de conseguir poupança de 400 milhões de euros em despesas até 2023, uma meta de melhoria de desempenho e criação de mais valor para acionistas e clientes. “Até à data, executámos 684 das 1.200 iniciativas de melhoria do desempenho, com as iniciativas de despesas a representarem a maioria delas,” complementou Friese.

Esse plano de transformação visando ganhos de eficiência é transversal a toda atividade do grupo. Atualmente, a Aegon está focada em desenvolver-se em três mercados (Estados Unidos, Holanda e Reino Unido), mantendo três growth markets (mercados de crescimento), que incluem a operação ibérica (Espanha e Portugal) a China e o Brasil, bem como o desafio de se consolidar como um gestor de ativos a nível global, separando os negócios dos principais mercados em ativos Financeiros e ativos Estratégicos. O objetivo é libertar capital dos ativos financeiros e das empresas fora dos mercados centrais e de crescimento, para reafetar recursos nas oportunidades de crescimento em “ativos estratégicos, mercados de crescimento e gestão de ativos.”

Os rácios de capital nas três unidades de negócio mantêm-se superiores aos limiares operacionais, calculando o indicador Solvência II do conjunto do grupo em 209%.

O comunicado com informação trimestral da Aegon também faz referência ao processo de venda das operações na Hungria aos austríacos da VIG. Recordando que, em novembro de 2020, acordou a venda de operações (seguros, pensões e gestão de ativos) em diversos países (Hungria, Polónia, Roménia e Turquia) ao Vienna Insurance Group (VIG) por 830 milhões de euros, a operação encontra-se bloqueada em Budapeste desde abril de 2021.

Enquanto as partes esperam decisão do Supremo Tribunal da Hungria a um recurso conjunto e depois de Bruxelas ter autorizado a transação em agosto de 2021, a Comissão Europeia está agora a averiguar se os obstáculos no mercado húngaro não violam a regulamentação europeia para as operações de concentração e consolidação no espaço da União Europeia.

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