Lucro do Crédito Agrícola quase duplica para 129 milhões até setembro

O grupo liderado por Licínio Pina registou resultados de 129 milhões de euros nos primeiros nove meses, uma subida de 86% em relação ao ano passado. Banco contribuiu com 115 milhões.

O Crédito Agrícola registou um lucro de 129 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, correspondendo a uma subida de 85,6% do resultado em termos homólogos.

Segundo a instituição, o negócio bancário contribuiu com 115,1 milhões de euros, o dobro do ano passado por esta altura. Outros quase 15 milhões de lucros vieram do negócio segurador e outros negócios do grupo liderado por Licínio Pina, que justifica a evolução dos resultados com o “retorno à normalidade” após o impacto da pandemia.

O Crédito Agrícola estabilizou a margem financeira nos 238 milhões de euros, apesar da pressão das taxas baixas do Banco Central Europeu, enquanto as comissões líquidas subiram 4% para 80,5 milhões e o produto bancário aumentou 5% para 429,6 milhões.

A dar ainda força aos resultados consolidados, a instituição dá conta de uma subida e mais de 40% da margem técnica da atividade de seguros e também de “uma evolução favorável de 44,5 milhões de euros” na rubrica de imparidades e provisões, justificada com vários fatores, entre os quais a diminuição de 17,5 milhões de euros em provisões genéricas constituídas em 2020 para cobertura de riscos relativos à carteira de crédito em recuperação na Caixa Central e a ativos imobiliários detido e a suma diminuição das imparidades específicas de crédito em 21,7 milhões de euros justificada pela redução do peso dos créditos em incumprimento (stage 3).

Quanto ao negócio bancário, o crédito a clientes aumentou 4,4% para 11,7 mil milhões de euros e os recursos de clientes no balanço (depósitos) subiram 8,8% para 18,5 mil milhões de euros.

O rácio de NPL baixou para 7,6%, indica ainda a instituição, um indicador que se mantém acima da média do setor em Portugal.

O Crédito Agrícola revela ainda que o fim do regime da moratória pública no final de setembro levou a uma redução de 87% dos montantes de crédito em moratória, que passou dos 2.767 milhões de euros para 365 milhões de euros. “Do total de moratórias expiradas, no valor de 2.679 milhões de euros, 98,95% retomaram o plano de pagamento original e 87,7% encontram-se em situação regular (stages 1 e 2)”, diz o grupo.

(Notícia atualizada às 16h21)

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