Orçamento dos Açores passa à direita e afasta crise política

Não vai haver crise política nos Açores. O Orçamento regional para 2022 foi aprovado esta quinta-feira à direita, com aprovação do deputado do Chega, depois das ameaças feitas por André Ventura.

Após a ameaça de André Ventura, que deu orientações à estrutura regional do Chega para votar contra o Orçamento dos Açores, o deputado local do partido decidiu votar a favor do Orçamento regional para 2022, evitando assim uma crise política, um ano depois das eleições e da “geringonça” de direita. O Governo liderado por José Manuel Bolieiro (PSD) continuará em funções.

A proposta de decreto legislativo regional número 21/12, Plano Regional Anual para 2022, foi aprovado na generalidade com 21 votos a favor do PSD, 3 do CDS, 2 do PPM, um do Chega, um da Iniciativa Liberal e um do deputado independente e 25 votos contra do PS, dois do BE e um do PAN”, anunciou a mesa da Assembleia Regional esta quinta-feira de manhã. O deputado independente é Carlos Furtado, ex-Chega.

O Governo regional é fruto de uma coligação entre o PSD, o CDS e o PPM, mas na altura de formação do executivo foi negociado com a Iniciativa Liberal e o Chega um apoio parlamentar para garantir uma maioria à direita. Contudo, este acordo foi colocado em causa pela estrutura nacional do Chega com André Ventura a dar “instruções” para que fosse retirado o tapete ao Governo.

É um líder [Rui Rio] que não merece a consideração do Chega e é um partido que não merece qualquer apoio ao nível local, regional ou de outro âmbito por parte do Chega”, afirmou André Ventura há uma semana, criticando o PSD “particularmente ter enveredado por uma atitude regional e nacional de hostilização do Chega” e assegurando que havia “harmonia” entre a estrutura nacional e regional na “insatisfação” relativa ao PSD.

Contudo, o deputado do Chega, José Pacheco, não seguiu as orientações dadas pelo líder nacional. “O respeito que exigimos foi alcançado. Será retribuído. Visto o Governo ter aceitado as condições estabelecidas no processo negocial em curso, o Chega vai votar favoravelmente, a bem da estabilidade, da minha terra e de todos os que confiaram em mim“, revelou esta quarta-feira, em declarações citadas pela Lusa.

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