Ómicron já não assusta e Wall Street volta aos ganhos

Com subidas entre 0,9% e 1,9%, os principais índices norte-americanos valorizaram esta segunda-feira, após fortes quedas na semana passada.

As cotadas norte-americanas tiveram um dia positivo esta segunda-feira numa altura em que os investidores deixaram de parte, para já, os receios com a variante Ómicron. Os setores mais ligados às restrições da pandemia, como é o caso das transportadoras aéreas, foram os que mais beneficiaram nesta sessão.

O Dow Jones — que acumulou quatro quedas semanais, o que não acontecia desde setembro de 2020 — valorizou 1,87% para os 35.227,03 pontos, o Nasdaq subiu 0,93% para os 15.225,15 pontos e o S&P 500 avançou 1,17% para os 4.591,67 pontos.

As indicações preliminares dadas pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos sugerem que a Ómicron é menos perigosa do que a Delta, que é altamente contagiosa. Estes sinais acalmaram investidores neste início da semana, principalmente depois de Anthony Fauci, o epidemiologista que aconselha a Casa Branca, ter dito que os dados preliminares são “encorajadores”.

Os setores mais sensíveis à evolução da situação pandémica foram os que melhor reagiram. A Boeing, fabricante de aviões, valorizou 3%, a United Airlines subiu 8% e a American Airlines somou 7%. As operadoras de cruzeiros Royal Caribbean e Carnival Cruise Lines valorizaram 8% e empresas de viagens como a Booking (+5%) e a Expedia (+6%) também subiram.

Porém, o setor tecnológico — com alguns analistas a considerar que estas cotadas estão sobrevalorizadas — ficou em segundo plano neste momento, penalizado também por algumas notícias relacionadas com gigantes tecnológicas. A Tesla chegou a cair 5% no início da sessão, mas recuperou das perdas e fechou com uma desvalorização de 0,59%.

Esta oscilação da empresa de Elon Musk acontece no dia em que Reuters adiantou que o regulador dos mercados (SEC, equivalente à CMVM em Portugal) abriu uma investigação à cotada. Em causa está uma queixa de um denunciante que afirma que a Tesla não alertou suficientemente os acionistas e clientes sobre o risco de incêndio associado aos seus painéis solares.

Entre as cotadas, destaque ainda para a Moderna, fabricante de uma das vacinas contra a Covid-19 usada nos países ocidentais, que caiu 13% depois de o presidente da empresa ter admitido que o risco de as vacinas não serem eficazes contra a Ómicron é grande.

É de notar que este fim de semana foi de elevada volatilidade e de quedas expressivas no mercado dos criptoativos, com a bitcoin a negociar abaixo dos 49 mil dólares, tendo chegado a negociar nos 43 mil dólares, o que representava uma queda de cerca de 30% face ao máximo de 69 mil dólares alcançado no início de novembro.

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