75% dos profissionais tech querem mudar de emprego em dois a três anos

Apesar de mais dispostos a mudar de emprego, com a tendência do trabalho remoto a aumentar, a disponibilidade dos profissionais para mudarem de país diminuiu.

Cerca de 40% dos profissionais que trabalham na área das tecnologias de informação estão já ativamente à procura de emprego e quase 75% espera deixar o seu cargo atual num futuro próximo, daqui a dois a três anos. O principal motivo prende-se com as oportunidades de progressão de carreira, mas os profissionais estão agora menos dispostos a mudar de país, conclui o relatório “Decoding the Digital Talent Challenge”, que resulta de um inquérito global realizado pela Boston Consulting Group (BCG) e pela The Network.

“Num setor tão competitivo como o da tecnologia, onde se encontram não só as tecnológicas, mas outras empresas de diferentes setores com departamentos de inovação e desenvolvimento, é essencial compreender o que procuram os profissionais. A pandemia veio derrubar barreiras físicas e a presença geográfica é um pormenor cada vez menos relevante na escolha de um emprego. É curioso, contudo, verificar que a realidade que temos vindo a observar em Portugal é uma tendência global e que podemos sobressair nesta competição, quanto mais cedo oferecermos opções realmente adequadas às preferências dos trabalhadores”, explica Eduardo
Bicacro, principal na BCG, citado em comunicado.

Apesar de mais dispostos a mudar de emprego, com a tendência do trabalho remoto a aumentar, a disponibilidade dos profissionais para mudarem de país diminuiu, registando 55%, menos 12 pontos percentuais do que em 2018. No entanto, 68% dos inquiridos estariam dispostos a trabalhar remotamente para um empregador sem presença física no seu país, um valor significativamente mais elevado do que a média de 57% de colaboradores de outras áreas de trabalho, que não tecnológicas.

Reter o talento, escutando-o

Entre os principais fatores que levam os profissionais das áreas tecnológicas a mudar de funções, destacam-se a oportunidade de progredirem nas suas carreiras e a procura por novos desafios, motivos indicados por 63% e 49% dos inquiridos, respetivamente. Para estes colaboradores, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional continua a ser o aspeto mais valorizado no emprego, ao qual se segue a boa relação com os colegas de trabalho.

Mas também a compensação financeira — tanto sob a forma de salário, como de incentivos a longo prazo — ganhou terreno, passando do quinto para o terceiro lugar nas preferências, quando comparado com os resultados do último inquérito, realizado em 2018.

Já a diversidade e a inclusão, assim como as questões ambientais, também aumentaram de importância no último ano para 61% dos profissionais da área tecnológica. Metade dos inquiridos não trabalharia para empresas que não partilhassem as suas crenças sobre diversidade e inclusão, enquanto 48% adotam a mesma posição relativamente a políticas ambientais.

O relatório “Decoding the Digital Talent Challenge” inquiriu cerca de 10.000 profissionais da área tecnológica, com o objetivo de compreender um dos setores mais competitivos a nível global e apoiar as empresas nas suas estratégias de retenção de talento.

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