UE propõe compra conjunta de gás em resposta ao elevado preço da energia

A União Europeia vai propor a compra conjunta de gás em resposta aos elevados preço da energia e de modo a reforçar as reservas europeias.

A União Europeia vai propor a compra conjunta de gás em resposta aos elevados preços da energia, e de modo a reforçar as reservas europeias, segundo um documento a que teve acesso a agência Reuters (acesso condicionado e em inglês).

“As propostas irão incluir um enquadramento para a aquisição conjunta de reservas estratégicas de gás por entidades reguladas e de forma voluntária”, refere o documento divulgado aos países participantes na próxima reunião do conselho europeu de quinta-feira.

O documento acrescenta que este sistema irá contribuir para “medidas coordenadas da União Europeia em caso de emergência”, embora não refira como funciona o sistema de compra conjunta em termos práticos. O documento admite ainda que a iniciativa faz parte de um conjunto de medidas de Bruxelas para fortalecer as reservas europeias de gás.

O aumento da procura de gás pós-confinamento impulsionou os preços da energia para máximos históricos. Embora este pico nos custos já tenha sido ultrapassado depois da promessa russa de aumentar o fornecimento de gás à Europa, tal não se verificou e numerosas associações têm avisado da insustentabilidade da situação para as empresas.

Entre outubro e novembro, as importações europeias de gás vindo da Rússia foram menores em 25% face ao período homólogo de 2020, ao mesmo tempo que as reservas controladas pela Gazprom (principal empresa energética russa) são “significativamente menores” relativamente ao ano passado, pode ler-se no documento.

Diversos especialistas e agentes políticos ocidentais defendem que a Rússia tem agravado propositadamente a escassez europeia de energia, como forma de pressionar a Alemanha a aprovar o funcionamento do gasoduto Nord Stream 2. Por outro lado, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, referiu no passado que a Europa está demasiado dependente das importações de gás, sendo que a transição para a energia limpa é não só vital para o planeta, como para a economia europeia.

Através das medidas anunciadas no documento, espera-se que os Estados-membros, “através da cooperação a nível regional”, possam “contar com o armazenamento [de gás] noutros países em caso de necessidade”.

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