Países da UE começam a vacinar crianças entre os 5 e os 11 anos

  • Lusa
  • 15 Dezembro 2021

Alguns países europeus, como Portugal, Itália, Polónia, países Bálticos, Eslováquia, República Checa e Suíça vão iniciar a sua campanha nos próximos dias. 

Vários países da União Europeia, como a Espanha, Itália, Grécia e Hungria, começam esta quarta-feira a vacinar crianças dos cinco aos 11 anos contra a covid-19 com a primeira dose da vacina pediátrica criada pela farmacêutica Pfizer-BioNTech.

Também França e algumas regiões da Alemanha, como a capital Berlim e a Baviera, iniciaram a vacinação de crianças mais pequenas, mas apenas das que têm comorbidades, aguardando ainda que as autoridades sanitárias se pronunciem sobre a imunização dos restantes menores. A vacinação desta faixa etária foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) no final de novembro, embora ainda divida médicos e cientistas.

A generalidade dos países tem optado por não vacinar as crianças antes dos 12 anos, mas, à medida que o número de infeções aumenta e sobretudo depois de ter sido detetada a variante Ómicron, tem crescido o número dos Estados que estão a alargar os planos de vacinação a esta faixa etária.

Outros países europeus, como Portugal, Itália, Polónia, países Bálticos, Eslováquia, República Checa e Suíça vão iniciar a sua campanha nos próximos dias. De acordo com o Governo português, a vacinação das crianças vai arrancar com as mais velhas, de 11 e 10 anos, descendo progressivamente até aos cinco anos.

A 18 e 19 de dezembro serão vacinadas as crianças de 11 e 10 anos, podendo também ser vacinadas algumas de 9 anos, enquanto entre os dias 06 e 09 de janeiro serão vacinadas crianças entre os nove e os sete anos. A 15 e 16 de janeiro será a vez das crianças entre os seis e os sete anos e a 22 e 23 de janeiro serão vacinadas as crianças de cinco anos.

Entre 05 de fevereiro e 13 de março serão administradas as segundas doses, altura em que deverá ficar completo o esquema vacinal para esta faixa etária.

O aumento de casos de infeção registado sobretudo em outubro e novembro em toda a Europa diminuiu ligeiramente no início de dezembro, mas o aparecimento da variante Ómicron lançou novamente os sinais de alerta, embora os cientistas admitam não ter certezas sobre o quão mais perigosa é esta estirpe.

O Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças referiu na terça-feira que a Ómicron deverá ser a variante dominante das infeções na União Europeia durante os próximos meses e sugeriu que os governos considerem adotar restrições relacionadas com viagens, além de prosseguirem com campanhas de vacinação e administração de doses de reforço.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as faixas etárias entre os cinco e os 14 anos são, atualmente, as mais afetadas pela pandemia, às vezes com taxas de infeção duas a três vezes maiores do que a restante população mundial.

Fora da Europa, Canadá e Estados Unidos e Israel já autorizaram a vacinação das crianças com idades entre os cinco e os 11 anos, enquanto a China, o Chile, a Argentina, a Venezuela e a Colômbia já vacinam crianças a partir dos três anos, e Cuba e Nicarágua a partir dos dois anos.

A covid-19 provocou pelo menos 5.311.914 mortes em todo o mundo, entre mais de 269 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.687 pessoas e foram contabilizados 1.200.193 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde. A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 na China.

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