Prevalência da Ómicron pode chegar a 90% no final do ano

Marta Temido revelou que a prevalência da variante Ómicron em Portugal é atualmente de 20%, mas as estimativas indicam que possa chegar aos 50% na semana do Natal.

A ministra da Saúde alerta que “os próximos dias vão ser decisivos” para perceber o impacto da variante Ómicron e que este “é um momento difícil” onde o país está novamente a ser “posto à prova”. A prevalência desta variante é atualmente de 20%, mas as estimativas indicam que possa chegar aos 50% na próxima semana e de 90% na semana de final de ano. Marta Temido admite que perante a maior transmissibilidade desta variante será necessário aumentar o uso de máscara.

“Sabemos que prevalência desta variante ronda já os 20%“, afirmou a ministra da Saúde, em conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica de Portugal, acrescentando que as previsões monitorizadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) indicam que “poderá ter uma prevalência de 50% dos casos na semana do natal e de 80% na semana do fim de ano”. Posteriormente, num documento oficial distribuído aos jornalistas, é referido que a Ómicron poderá representar mais de 90% dos casos de infeção em Portugal no final do ano.

Marta Temido relembra ainda que há já 69 casos identificados em Portugal associados à variante Ómicron e que apesar de se saber “ainda pouco sobre esta nova variante”, sabe-se que “é mais transmissível do que a variante Delta”, a estirpe ainda dominante no país. Segundo os dados provenientes da África do Sul estima-se que esta variante tenha “um tempo de duplicação de casos de dois dias”, ao passo que no Reino Unido e na Dinamarca o tempo estimado é entre três a quatro dias, referiu. Em Portugal, o tempo estimado é de dois dias.

Ainda assim, a ministra da Saúde aponta que esta variante “aparenta uma menor gravidade da doença e da consequente letalidade”. “Os próximos dias vão ser decisivos para percebermos o impacto desta nova variante e da resposta proporcional com que estamos comprometidos”, afirmou Marta Temido.

Por fim, a governante alertou que, face à incerteza, “este e um momento difícil que o país está novamente a ser “posto à prova”, pelo que é preciso “cumprir e repetir as lições aprendidas”. “Se esta variante se transmite mais, cada um de nós tem de fazer mais. Mais uso de máscara, mais testes, mais vacinação, mais controlo de fronteiras. Todos temos de estar preparados para fazer mais”, elencou Marta Temido.

Questionada sobre um eventual regresso da obrigatoriedade de máscara na rua, Marta Temido sublinhou que o Governo tem agora essa possibilidade sem a medida tenha que passar pelo Parlamento, mas que para já o “essencial” é que se mantenha a utilização de máscara em espaços fechados. Não obstante, dada a elevada transmissibilidade da Ómicron, a ministra diz que “é recomendável” utilizar máscara na rua, quando há muitas aglomerações de pessoas.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h56)

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