Outplacement? 5 passos para aplicar este processo na sua empresa

O apoio providenciado pelas soluções de outplacement, que oferecem analítica de dados, inteligência emocional e oportunidades de desenvolvimento de competências críticas, está a ganhar terreno.

O outplacement está a ajudar as empresas e os trabalhadores a gerir as mudanças no mundo do trabalho. No ano passado, 79% dos trabalhadores em processos de outplacement passaram para um novo cargo com a mesma posição ou superior e 57% encontraram uma posição com o mesmo salário ou acima, revela um estudo da ManpowerGroup.

Com o aumento da digitalização e automatização, cada vez mais empresas estão a delinear os seus planos para se conseguirem adaptar ao novo contexto. Outras encontram-se já no meio de profundas transformações organizacionais. O apoio providenciado pelas soluções de outplacement — que oferecem analítica de dados, inteligência emocional e oportunidades de desenvolvimento de competências críticas — está, assim, a ganhar terreno, sendo encarada como uma forma de tornar as organizações mais competitivas e os colaboradores mais aptos para o mercado de trabalho.

“[As soluções de outplacement] desempenharão um papel vital para ajudar indivíduos e empresas a gerir a mudança”, considera o ManpowerGroup, especializado em recursos humanos, em comunicado. De acordo com o estudo “Carreiras em transição: Como está a evoluir o outplacement para ajudar as empresas e os trabalhadores a responder às mudanças no mundo do trabalho?”, realizado pela Talent Solutions, empresa do ManpowerGroup, em 2020, 79% dos trabalhadores em processos de outplacement passaram para um novo cargo com a mesma posição ou superior e 57% encontraram uma posição com o mesmo salário ou acima.

“Espera-se, por isso, que as empresas e as suas lideranças considerem, cada vez mais, programas baseados na recolocação profissional como uma opção viável para a sua estratégia de transição de equipas”, alerta o grupo. Mas, ao implementar estes programas, esteja atento a estes cinco passos, importantes quer para empresas, quer para trabalhadores:

1. Encorajar os trabalhadores a responderem positivamente à digitalização e à automatização

“As lideranças devem incentivar as equipas a digitalizar-se”, começa por aconselhar o ManpowerGroup, defendendo que este processo ajudará a empresa a integrar mais rapidamente novas tecnologias e, ao mesmo tempo, permitirá aos trabalhadores desenvolverem novas competências, capacitando-os para agarrar novas oportunidades profissionais no mercado de trabalho.

2. Manter uma atuação alinhada como os valores da empresa

“À medida que as necessidades de talento evoluem, como consequência da pandemia, a empresa deve mostrar que as responsabilidades assumidas perante os trabalhadores são uma prioridade, incluindo com os trabalhadores cessantes.”

3. Promover uma cultura de mobilidade de carreira

Incentivar conversas individuais entre colaboradores e managers sobre as suas competências e o seu crescimento profissional também é bem-vindo. Segundo o ManpowerGroup, é uma forma de reforçar a empregabilidade futura dos profissionais, bem como a sua capacidade de encontrar outros desafios fora da empresa.

4. Envolver os trabalhadores no processo de outplacement

Após a tomada de decisão sobre uma transição, é importante fomentar a participação dos colaboradores no processo de outplacement desde cedo. “Desta forma, terão mais tempo e disponibilidade para ponderar e avaliar as suas opções.”

5. Estabelecer uma cultura de desenvolvimento de carreira e requalificação

Finalmente, o quinto passo que o grupo de RH sugere é fomentar o desenvolvimento de competências e experiência, mesmo fora do âmbito de atuação da empresa. Algo que “permitirá que os trabalhadores cessantes possam continuar a entregar valor à empresa no futuro, já seja como freelancers, consultores ou mesmo numa eventual recontratação”.

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