Exportações portuguesas de metalurgia batem recorde em novembro

  • Lusa
  • 11 Janeiro 2022

O vice-presidente da AIMMAP, Rafael Campos Pereira, diz ter “cada vez mais a certeza de que 2021 irá ser o ano recorde, superando o ano de 2019”.

As exportações portuguesas de metalurgia e metalomecânica registaram em novembro “o melhor” mês “de sempre”, com um registo de 1.964 milhões de euros, mais 9,7% face a 2020 e 0,8% acima de 2019, anunciou hoje a associação setorial.

O mês de novembro de 2021 revelou-se como o melhor de sempre no que concerne às exportações do Metal Portugal, com um registo de 1.964 milhões de euros, superando o mês de março do mesmo ano, que havia registado uma cifra de 1.926 milhões de euros”, refere a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) em comunicado.

Segundo destaca, “esta marca é atingida num ano que começou numa tendência de crescimento constante, tendo sido mesmo atingidas oito das 10 melhores marcas durante o período pandémico”.

A AIMMAP salienta ainda que o crescimento registado face ao ano recorde de 2019 “acontece num contexto em que a crise energética e dos combustíveis continua a afetar a ação das empresas do setor, bem como a subida galopante dos preços das matérias-primas, a escassez das mesmas e o aumento considerável do custo do transporte”.

De acordo com a associação, “esta tendência de crescimento continua a dever-se a um crescimento considerável, entre os meses de janeiro a novembro de 2021, dos mercados extracomunitários”, que progrediram 42%, nomeadamente o Japão, China, Austrália, Marrocos, Turquia e Austrália.

Ainda assim, “esta diversificação de mercados que continuam a ganhar preponderância é acompanhada pelos mercados tradicionais, como Espanha, França, Itália, Reino Unido e Alemanha, que mantêm a maior quota de exportações do Metal Portugal, com 79,4%”.

Citado no comunicado, o vice-presidente da AIMMAP, Rafael Campos Pereira, diz ter “cada vez mais a certeza de que 2021 irá ser o ano recorde, superando o ano de 2019”.

“Este é um registo que nos orgulha muito por conseguirmos denotar que as empresas superaram um conjunto de desafios nunca enfrentados em simultâneo, desde a crise pandémica aos aumentos de custos das matérias-primas, transportes, energia e combustíveis, bem como a dificuldade premente na contratação de mão de obra, fator essencial para corresponder à procura dos mercados externos, salienta.

Para o dirigente associativo, “a performance impressionante do Metal Portugal revela uma grande resiliência das suas empresas, que se souberam reinventar neste período conturbado”.

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