Espanha fecha 2021 com uma inflação de 6,5%, a maior taxa dos últimos 30 anos

  • Joana Abrantes Gomes e Lusa
  • 14 Janeiro 2022

O INE espanhol baixou em duas décimas de ponto percentual a taxa provisória de incremento do IPC que tinha avançado há duas semanas, corrigindo a inflação verificada ao longo de 2021 de 6,7 para 6,5%.

A Espanha fechou 2021 com uma inflação anual de 6,5%, a taxa mais elevada desde maio de 1992, de acordo com a atualização deste indicador publicada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística espanhol.

Este organismo baixou em duas décimas de ponto percentual a taxa provisória de incremento do IPC (Índice de Preço no Consumidor) que tinha avançado há duas semanas, corrigindo a inflação verificada ao longo de 2021 de 6,7 para 6,5%.

Por outro lado, a taxa de inflação anual de finais de dezembro aumenta em um ponto percentual a de finais de novembro, que foi de 5,5%.

O aumento dos preços foi influenciado pelo incremento expressivo dos preços da eletricidade, assim como tem ocorrido nos últimos meses, ao qual foram acrescentadas outras componentes, a alimentação e a hotelaria e restaurantes.

Na energia, verificou-se um aumento de 72% nos preços da eletricidade durante a segunda metade de 2021, enquanto os combustíveis domésticos (líquidos) aumentaram 45% e os combustíveis liquefeitos como o propano ou o butano subiram 33%. A gasolina ficou 24% mais cara.

Bens alimentares como o azeite, a carne e as massas, entretanto, aumentaram pelo menos 15% face a dezembro de 2020.

A subida dos preços, que já é um ponto e meio percentual superior à média europeia, seria ainda maior, contudo, se não fosse a redução do imposto sobre a eletricidade. A redução do IVA e a eliminação prática do imposto sobre a produção e do imposto especial sobre a eletricidade compensaram parte do impacto.

A inflação subjacente, que mede os preços sem ter em conta a energia e os bens alimentares, fixa-se em 2,1%, aos níveis de 2013. No entanto, está quatro décimas de ponto percentual acima do nível do mês anterior, o que sugere que as pressões de preços estão a ser transferidas para outros itens, por enquanto sem demasiada capacidade de virulência. É nesta questão que economistas e banqueiros centrais se concentram de momento, já que determinará até que ponto a inflação é transitória ou estrutural.

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