BRANDS' ECOSEGUROS Ano novo, desafios renovados

  • ECOSeguros + Innovarisk Underwriting
  • 26 Janeiro 2022

Gonçalo Baptista, diretor-geral da Innovarisk Underwriting, fala sobre os desafios e também os sinais positivos que este ano pode trazer para as seguradoras.

2022 é um ano de muitas incógnitas. Já receosos de fazer mais previsões sobre o fim da pandemia, encaramos a incerteza de frente dela retirando os planos possíveis para navegar o ano que agora começa.

Desde logo o teletrabalho, antes uma contingência agora uma opção a ter em conta. A pandemia ajudou-nos a recentrar algumas prioridades, conforme escrevi no início de pandemia em “E depois do estado de emergência?”. O teletrabalho, se bem aproveitado, dá a todas as partes a flexibilidade e as vantagens que o “das 9h às 5h” não permite.

2ª Conferência Anual ECOSeguros - 28OUT21
Gonçalo Baptista, diretor-geral da Innovarisk.Henrique Casinhas/ECO

Produziu-se legislação que vai no sentido contrário, introduzindo rigidez onde o benefício para todos vem da flexibilidade mas, com bom senso, trabalhadores e empresas saberão maximizar as oportunidades que a flexibilidade traz. As relações laborais deixaram há uns anos de ser de dependência e há agora uma interdependência que é saudável onde empregados precisam das empresas e as empresas precisam de empregados – num mundo tão competitivo só prosperam as empresas que conseguem motivar e retirar valor das capacidades dos seus colaboradores e cada vez mais assim será. Alguém duvida que as equipas precisam dos melhores jogadores e treinadores para ganhar? Nas empresas as semelhanças são muito maiores do que por vezes se pensa.

Por outro lado, seguradoras e clientes deparam-se com a realidade sem moratórias, o que necessitará de alguma atenção nos setores e faixas da sociedade com problemas de liquidez. Uma vez mais, há uma dependência mútua, difícil de gerir, em que queremos todos manter os clientes que estão em dificuldades, mas há o reverso do risco de incumprimento.

"Para quem ainda não o fez, é pois altura de finalizar rapidamente todos esses planos e deitar mãos à obra – a execução, por vezes descurada, é a parte mais decisiva.”

Gonçalo Baptista

Diretor-geral da Innovarisk Underwriting

Há, no entanto, sinais positivos. A nível de preços, esperamos por um ano mais pacífico, depois dos aumentos significativos dos últimos anos. De forma geral, os prémios foram para níveis sustentáveis, o mercado Internacional já absorveu as perdas relacionadas com a Covid e já se recapitalizou das formas possíveis. A exceção, em Não Vida, será o Cyber que nos continuará a dar muitas dores de cabeça com as más novidades do lado da atividade criminosa a adensarem-se mês após mês.

Do lado das previsões macroeconómicas também, e devemos, por isso, centrar-nos naquilo que mais gostamos: criação de valor. É por isso um ano entusiasmante, com várias oportunidades de criação de valor, desde o aumento da eficiência como facilitador da competitividade, à busca de maiores capacidades seguradoras para servir os clientes, ao desenvolvimento de ferramentas que permitam os produtos chegarem a mais consumidores e serem mais fáceis de compreender, a mais formação para explicar o valor acrescentado das soluções.

Tudo isto como forma de alcançar o mais importante fim social nos seguros: clientes mais bem protegidos.

Para quem ainda não o fez, é pois altura de finalizar rapidamente todos esses planos e deitar mãos à obra – a execução, por vezes descurada, é a parte mais decisiva. Boas ideias teóricas por vezes carecem de serem exequíveis e, por isso, os votos de um ano de 2022 cheio de bons planos a passarem do papel à prática!

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