Romenos da Digi já recrutam para nova operadora móvel portuguesa

A Dixarobil, que investiu 67 milhões no leilão do 5G e vai ser uma das duas novas operadoras móveis em Portugal, já está a recrutar pessoal para os quadros. Deverá entrar no mercado com a marca Digi.

Os romenos da Digi Communications investiram mais de 67 milhões de euros no leilão português do 5G. Desde então, pouco se ouviu falar desta empresa, que será uma das duas novas operadoras móveis com rede própria a entrarem no mercado nacional. Mas ela anda por aí.

O grupo de telecomunicações, através da subsidiária Dixarobil, já recrutou as primeiras pessoas para a equipa em Portugal, estando temporariamente instalado num espaço de coworking no Parque das Nações, em Lisboa, disse ao ECO uma fonte próxima da empresa.

De acordo com os atos societários, a Dixarobil tem Marius Varzaru como gerente, o mesmo homem que lidera a Digi em Espanha. No entanto, o CEO da Digi em Portugal deverá ser Emil Grecu, que está há mais de duas décadas no grupo, disse a mesma fonte. Escolhido está também o nome da diretora de recursos humanos da Digi Portugal, cargo ocupado por Sheila Esteves.

A Digi está ativamente a recrutar e tem vindo a publicar ofertas de emprego em plataformas online. Uma, do final de dezembro, era para a função de “técnico de recursos humanos” em Lisboa, a pessoa com a responsabilidade de colocar anúncios de emprego, marcar entrevistas e escrever relatórios sobre potenciais recrutas. A vaga terá sido ocupada já este ano por Inês Casimiro, que vem da Robert Walters, uma consultora especializada em recursos humanos.

“Procuramos talentos que queiram construir connosco uma história de sucesso em Portugal”, escreve a Digi no texto que acompanha os anúncios.

A nova operadora também está à procura de um técnico de trabalhos em altura para liderar aquela que será a equipa em Portugal nessa área, que está relacionada com as antenas. O escolhido terá a responsabilidade de coordenar as equipas no terreno que se encontrem a realizar trabalhos nas antenas, definir planos de trabalho e articular essas equipas com os engenheiros que estão a desenvolver a rede.

É pedido um mínimo de cinco anos de experiência, oferecido um contrato sem termo numa “equipa jovem e dinâmica” e prometido um “vencimento compatível com a função e experiência demonstrada”.

A Digi está à procura de um técnico de trabalhos em altura, entre outras funçõessaturnpsx via Unsplash

O grupo tem recorrido ainda ao LinkedIn, onde Sheila Esteves publicou algumas das oportunidades de emprego que vão surgindo na empresa. Entre os perfis procurados está o de coordenador de operações de telecomunicações e o de técnico de levantamento de unidades de alojamento.

Pouco mais se sabe acerca da empresa que, a par da Nowo, vai passar a operar no mercado do 5G em Portugal com rede própria, com o estatuto de “novo entrante”, que lhe confere poder para negociar acordos de roaming nacional com Meo, Nos e Vodafone. A Digi tem mantido contacto com a Anacom, o regulador do setor, com o qual já reuniu algumas vezes, inclusivamente já depois de finalizado o leilão de frequências.

A operadora deverá entrar no mercado com a marca “Digi”. Os emails encontrados pelo ECO usam o domínio “digi.pt”, um indício de que será esse o site da empresa. Mas o acesso ainda se encontra indisponível.

O ECO tem tentado contactar a Digi ao longo dos últimos meses, no sentido de conhecer a estratégia do grupo para o mercado nacional. Foi feita uma nova tentativa de contacto sobre estas informações. Não foi possível obter resposta até ao fecho deste artigo.

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