As seis “alavancas” de António Costa Silva para acelerar a economia

No primeiro discurso como ministro da Economia, Costa Silva reconheceu o "momento extremamente difícil" que o país atravessa, mas apontou seis "alavancas" para mudar a trajetória de crescimento.

António Costa Silva falou esta sexta-feira no Parlamento, naquele que foi o seu primeiro discurso enquanto ministro da Economia. Começou por reconhecer que o país está a “atravessar um momento extremamente difícil”, com a economia “fustigada”, mas que vai “lutar” para mudar a trajetória de crescimento. A estratégia económica do Governo passa, assim, por seis alavancas, notou, destacando, por exemplo, que Sines pode ter “não uma, mas duas Autoeuropas”.

“Estamos a atravessar um momento extremamente difícil”, reconheceu o novo ministro da Economia, durante o debate do Programa do Governo, na Assembleia da República. A economia está a ser “fustigada”, seja nas empresas, seja nos cidadãos e é, por isso, necessário definir uma estratégia. Como? “Fazendo chegar mais dinheiro à economia e estimulando as empresas que prestam bens e serviços competitivos”, disse.

António Costa Silva diz que vai “lutar” para mudar a trajetória de crescimento da economia portuguesa, apostando nas empresas que produzem bens “mais competitivos no mercado global”. “É um esforço extraordinário que temos de fazer”, admite, referindo também a necessidade de aumentar a “eficácia” da execução dos fundos europeus.

A 13 de abril, as empresas vão apresentar os projetos finais das agendas mobilizadoras e o ministro espera ter os contratos assinados antes do verão. “Estou muito esperançado”, disse, elogiando os projetos a concurso. Esta quinta-feira, o primeiro-ministro anunciou que a verba adicional do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 1,6 mil milhões de euros, será dedicada às agendas mobilizadoras.

António Costa Silva definiu, assim, seis “alavancas” nas quais vai repousar a estratégia económica do Governo para o país:

  • Qualificações e competências dos trabalhadores: “país tem feito um esforço significativo, mas temos de fazer muito mais”, disse o ministro;
  • Capitalização das empresas: “nível de capital das empresas portuguesas é dos mais baixos da UE”, disse António Costa Silva;
  • Inovação tecnológica: “temos de mudar o modelo de desenvolvimento do país”, disse, referindo a descida seletiva do IRC para as empresas que reinvestem os seus lucros na sua atividade económica;
  • Literacia financeira e digital: “temos de melhorar as nossas instituições a todos os níveis”, disse o ministro, referindo que a ideia é “fazer acordos com escolas de negócio e gestão para haver pacotes de formação em termos de gestão financeira para as empresas”;
  • Ecossistema de inovação: o sistema científico e de inovação (Universidades, Politécnicos, etc.) tem de interagir com o tecido empresarial para produzir produtos de alto valor acrescentado;
  • Exportações e importações: “temos de continuar a fazer um esforço admirável” que tem sido feito “para alargar a penetração nos mercados internacionais” e “aumentar o volume”. Mas é preciso uma estratégia “inteligente” da substituição das importações por causa do “conteúdo importado” das exportações.

No detalhar dos seis pilares fundamentais, o ministro falou ainda da importância do Porto de Sines. “Sines pode ser um dos grandes polos de desenvolvimento do país para o futuro. Podemos ter em Sines não uma, mas duas Autoeuropas”, disse António Costa Silva, afirmando que o Porto de Sines “pode ser um porto ligado a toda a rede internacional, pode ser um hub das tecnologias verdes”.

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