Novobanco duplica lucros para 142,7 milhões no primeiro trimestre

Contas dos primeiros três meses marcadas por uma redução da margem financeira e uma melhoria na receita com comissões. Operações com derivados de taxas de juro impulsionaram os lucros.

O Novobanco lucrou 142,7 milhões de euros no primeiro trimestre, o dobro dos 70,7 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. A melhoria deve-se sobretudo à diminuição das imparidades e aos resultados em operações com derivados de taxas de juro, já que a margem comercial encolheu.

O resultado da margem financeira do banco liderado por António Ramalho diminuiu 8,4% para 133,5 milhões, com as taxas de juro médias cobradas a descerem ligeiramente no crédito à habitação (para 1,03%) e no crédito a empresas (2,28%). O custo dos passivos financeiros manteve-se nos 0,18%.

As comissões a clientes subiram 9,6% para 68,8 milhões, impulsionadas sobretudo pelo crescimento de 15,3% nos meios de pagamento, para os 29,1 milhões, e de 14,2% na gestão de ativos e bancasseguros.

Com estes resultados, a margem comercial encolheu 3% para os 202,3 milhões. O resultado operacional core (produto bancário comercial deduzido dos custos operativos) baixou sete milhões para 98,7 milhões de euros.

Os resultados em operações financeiras de 91,4 milhões de euros (vs 52,8M€ no 1T21), que o banco justifica com “o efeito da cobertura do risco de taxa de juro, reflexo da volatilidade dos mercados de dívida pública”, deram um contributo decisivo para a melhoria de 13,5% no produto bancário total, que somou 310,4 milhões de euros.

As imparidades e provisões foram também muito inferiores ao trimestre homólogo, baixando de 61,8 para 21,8 milhões. A carteira de crédito malparado (non-performing loans) era em março de 1,75 mil milhões de euros, idêntica à do final do ano, assim como o rácio de créditos não produtivos: 5,7%.

Os custos operativos mantiveram-se estáveis nos 103,6 milhões, com o aumento das amortizações e gastos administrativos a ser compensado pela redução de 5,1% nos custos com pessoal, reflexo da saída de colaboradores. O rácio de cost-to-income deteriorou-se dos 49% para os 51%.

O Novobanco chegou ao final de março com uma carteira de crédito a clientes de 11,18 mil milhões de euros, idêntica à que tinha no mesmo mês do ano passado. Os empréstimos a empresas cresceram 2,3% para os 14 mil milhões. Do lado dos passivos, os recursos totais de clientes cresceram 0,4% face a dezembro para 33,88 mil milhões. O rácio de transformação subiu para 86,5%.

O rácio de capital (CET 1) situou-se nos 10,8% no final do trimestre, melhorando ligeiramente face aos 11,1% registados no final de dezembro. O rácio de solvabilidade total subiu para 12,9%.

(notícia atualizada às 17h54)

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