BRANDS' ADVOCATUS A ASAP no mandato de 2011/2014

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  • 6 Maio 2022

Pedro Raposo - Presidente do Conselho Diretor da ASAP

Iniciamos o nosso mandato em fevereiro de 2011, sendo que logo na primeira reunião do Conselho Diretor pude compreender a sorte que havia tido com a equipe a que tive a honra de presidir.

Efetivamente não tendo até esta data feito parte dos órgão sociais da ASAP, tendo sido desafiado pelo Miguel Cancela de Abreu para assumir essa responsabilidade, fui acompanhado por uma equipe bastante experiente, da qual faziam parte, para além do próprio Miguel, o Ricardo Guimarães, o Manuel Protásio, a Rita Maltez, o João Carvalhinho e o Gonçalo Gama Lobo, a maioria deles com uma vasta experiência nos temas societários, muitos que já haviam participado nos anteriores Conselhos Diretores da ASAP, que poderiam, com bastante mais facilidade do que eu, tal era o vasto conhecimento que tinham, ter assumido a presidência da Associação.

Para além dos membros do Conselho Diretor, seguindo uma prática anteriormente estabelecida, participavam também nas nossas reuniões, que durante os três anos que se seguiram fizemos com uma periodicidade quinzenal, o Nuno Pena, o João Afonso Fialho e o Francisco Souza de Brito. Uma equipa de luxo!

O mandato não se afigurava fácil. Para além da conjuntura e de um Bastonário com uma visão negativa sobre as sociedades de advogados, os anos anteriores tinham sido de franco crescimento e afirmação da ASAP, durante a presidência do Pedro Cardigos, que tinha contribuído para o crescimento e afirmação da Associação.

Pedro Raposo - Presidente do Conselho Diretor da ASAP (2011/2014)
Pedro Raposo, Presidente do Conselho Diretor da ASAP (2011/2014)

O primeiro objetivo foi, pois, o de manter o que vinha sendo feito. Por um lado, as formações mensais, que diligentemente realizamos aos longo dos trinta e seis meses de mandato e, por outro, os encontros anuais que tinham vindo a crescer em participantes e importância, que também realizamos, aumentando sempre o número de participantes e conseguindo que as diversas sociedades, sem reservas, discutissem temas sensíveis e atuais e partilhassem conhecimentos e experiências sem reservas, o que muito beneficiou todos e fortaleceu os laços entre as diversas associadas e a Associação.

Mas não nos limitamos a dar seguimento ao que de bem vinha sendo feito, desde o primeiro momento do mandato elegemos um tema, que já na altura antecipávamos ser fulcral para o exercício da atividade das nossas associadas e que infelizmente ainda hoje carece de regulamentação: o da relação entre os associados e as sociedades.

Foram muitas as reuniões e discussões que tivemos sobre esta matéria, desde logo sobre o âmbito que o documento deveria ter, por fim acordamos que deveria ser um Código de Boas Prática, que não se limitasse a regulamentar os termos das relações entre as associadas e os advogados associados que nelas trabalhavam, mas também que estabelecesse algumas regras sobre as relações entre as próprias sociedades de advogados.

Era um tema sensível que obrigava a consensos, desde logo face às diferentes dimensões das sociedades de advogados associadas, mas ao fim de um ano tínhamos o documento pronto e apresentamos o mesmo ao Conselho Superior, que, entretanto, tínhamos constituído e que era composto pelos mais importantes advogados que faziam parte das nossas associadas.

O documento foi depois apresentado em Assembleia Geral e mereceu a aprovação de todos, tendo muitas associadas, dai em diante, usado o mesmo como guia nas relações com os seus associados.

De salientar, nesta matéria, a ajuda que tivemos do nosso saudoso Colega Rui Pena, que tinha sido presidente do Instituto das Sociedades de Advogados e que, com a sua experiência, muito ajudou ao sucesso da iniciativa.

Na busca incessante da partilha de informações entre as associadas, estimulamos e apoiamos, durante o mandato, o desenvolvimento e atividade dos grupos que, entretanto, se tinham organizado, nas áreas da informática e do marketing, os quais vieram a realizar vários encontros e conferências, beneficiando o nível de conhecimento de todos e a profissionalização das associadas onde trabalhavam.

Por fim, já em 2013, procedemos à realização do segundo inquérito do CESOP, repetindo a iniciativa de 2010, que permitiu ter um estudo comparativo e de seguimento, que demonstrava a evolução das sociedades de Advogados e o seu contínuo crescimento e afirmação.

Decorridos mais de 10 anos desde o início do mandato, confesso que tenho saudades daquelas reuniões de final de tarde, em que tanto aprendi com aquela equipa fantástica, a todos eles, pelo que me ensinaram e pelo que fizeram pelas sociedades de advogados portugueses, o meu bem haja!

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