Ativo gerido pela BPI VeP aumenta 290 milhões de euros

  • ECO Seguros
  • 8 Maio 2022

Seguradora representa perto de 7% do património gerido pela VidaCaixa, seu acionista único. No 1ºT também contribuiu para comissões que o BPI arrecadou a vender seguros Vida e planos de pensões.

A BPI Vida e Pensões (BPI VeP), entidade consolidada a 100% pelo grupo VidaCaixa, terminou o primeiro trimestre com 7.817 milhões de euros em recursos geridos representando cerca de 6,7% do ativo total gerido pelo braço de seguros do grupo CaixaBank, e a crescer 3,8% relativamente aos recursos que geria em março de 2021, indica informação da entidade catalã que em dezembro de 2017 comprou a BPI VeP.

A VidaCaixa alcançou 199,5 milhões de euros de lucros no trimestre concluído em março último, mais 10,6% do que em igual período de 2021, apontando crescimento de 13,5% em prémios de Vida e poupança, sob impulso de vendas em produtos como o seguro “Valor Activo Unit Linked” e a superar, pela primeira vez, quota de mercado superior a 34% em Espanha.

Nos planos de pensões, por causa de reduções legais impostas nos limites máximos, as entregas encolheram tanto nos planos individuais (-11%) como nos coletivos (-46%). Nestes últimos, VidaCaixa refere que o declínio observado é “atribuível a contribuições extraordinárias registadas em 2021 em Portugal,” que se repercutem na comparação com 2022. Pois, em Espanha, as entregas nos planos de empresa cresceram 19%, refere a gigante ibérica em comunicado.

Ainda, de acordo com a informação da entidade espanhola, o volume de clientes aumentou 12,8% nos últimos 12 meses já ultrapassa 5,7 milhões, juntando Espanha e Portugal, mas sem incluir ainda os clientes Bankia Vida, (recentemente adquiridos por via da integração do Bankia no perímetro do CaixaBank, um processo ainda em curso e que deverá ser concluído nos próximos meses).

No final do trimestre, a VidaCaixa geria recursos calculados em 117,38 mil milhões de euros, 19% mais do que há um ano. Deste total, cerca de 66,6 mil milhões correspondiam a seguros de Vida (4,5 mil milhões do recentemente adquirido Bankia) e, do restante, além do ativo BPI VeP, contabilizou ainda perto de 43 mil milhões em soluções de poupança no mercado espanhol (planos de pensões e sistema EPSV).

O montante de recursos atribuído à subsidiária portuguesa no 1ºT é maior em 289 milhões de euros quando comparado com março de 2021, mas inferior aos 7.978 milhões que a entidade espanhola reconheceu como património gerido pela BPI Vida e Pensões no final de 2021, ano em que o lucro líquido da BPI VeP cresceu 178%, alcançando 9,92 milhões de euros, após crescer 83,2%, até aos 986 milhões de euros na produção de seguros.

A atividade da companhia junto de particulares e empresas inclui ampla oferta de produtos da Allianz, sendo suportada (na distribuição) pela rede de balcões do banco BPI.

BPI também cresceu 7% em receita de intermediação de seguros

Segundo noticiou o ECO, o banco BPI diminuiu lucros em 18%, para 49 milhões de euros no primeiro trimestre, mas os recursos totais de clientes expandiram 8% para cerca de 40,7 mil milhões (mais de 70% representado por depósitos). O banco também indicou que os ativos sob gestão (fundos de investimento e seguros de capitalização) aumentaram 7% em termos anuais, alcançando os 10,47 mil milhões de euros.

A atividade comercial no banco português controlado pelo CaixaBank avançou 4%, com as comissões líquidas a progredirem 12% (para 71 milhões) apoiando-se no “forte dinamismo nas receitas da venda de fundos de investimento e seguros de capitalização (+25%), bem como o aumento das receitas de comissões bancárias associadas a crédito e a contas e das comissões de intermediação de seguros,” que outra parte do relatório trimestral revela terem crescido igualmente 7%.

Nas comissões recebidas pelo BPI no negócio de intermediação em seguros incluem-se, além das soluções da BPI Vida (seguros de capitalização e fundos de pensões), os produtos Allianz (seguros de não Vida e vida risco) no âmbito da participação do banco na Allianz Portugal, cabendo ainda uma parcela gerada através da venda de seguros de crédito e caução, enquanto acionista e parceiro da Cosec.

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