Grupo Pestana finta prejuízos e encerra 2021 com lucro de 23 milhões de euros

Cadeia hoteleira recuperou dos prejuízos de 32 milhões de euros registados em 2020 e encerrou 2021 com um lucro de 23 milhões de euros.

O Grupo Pestana encerrou 2021 com um resultado líquido de 23 milhões de euros, uma melhoria face aos prejuízos de 32 milhões de euros registados em 2020, ano de pandemia, revelou esta quarta-feira o presidente executivo, José Theotónio, num encontro com jornalistas. “É um resultado notável para uma empresa como a nossa, que sofreu” os impactos da pandemia. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) praticamente triplicou, para 96,2 milhões de euros.

“2021 foi significativamente melhor do que 2020, mas, comparando com 2019, ainda estamos longe”, disse o responsável, notando que, em 2021, a cadeia hoteleira conseguiu “reabrir todos os hotéis” que tinham estado encerrados em 2020 devido à pandemia.

No verão do ano passado, o Grupo Pestana viu “os destinos de resort, como Porto Santo e Algarve, a recuperar muito mais rápido do que os destinos de cidade”, o que levou a empresa a pensar num sistema de mobilidade entre os trabalhadores, cuja adesão foi muito positiva. “Fizemos a operação praticamente com trabalhadores efetivos nossos. Uma parte muito significativa dos bons resultados que conseguimos no verão [de 2021] foi potencializada pelo facto de a empresa se ter mobilizado“, disse José Theotónio.

Num balanço de 2020, o CEO refere que “janeiro e fevereiro ainda foram meses fracos” e que “em março o mercado começou a responder e surpreendeu”. Abril “foi o primeiro mês” cujos resultados ficaram acima de 2019. “Fomos surpreendidos pela positiva, a taxa de crescimento das reservas foi muito acima do que esperávamos”, disse.

Atualmente, as reservas são feitas “em cima da hora”, o chamado “last minute“, o que acaba por permitir ao setor aumentar os preços. “Agora as pessoas marcam em cima da hora e quando marcam, sobretudo online, seja nos nossos canais seja nos operadores, isso permite ajustar o preço em função da procura. E quando a procura está alta, há uma oportunidade para o preço subir“, explica José Theotónio.

Para o futuro, as “perspetivas são muito positivas”, notou o responsável. “Maio vai ser muito bom e as expectativas para o verão são muito boas”, continuou, referindo, contudo, “que ainda existem sombras no meio disto tudo”, como a guerra na Ucrânia.

Em pipeline, o Grupo Pestana tem apenas duas unidades atualmente em construção, em Lisboa, num investimento total de dez milhões de euros, e outros dois projetos que ainda não começaram, na Madeira. A cadeia hoteleira continua a querer apostar no setor imobiliário, estipulando como objetivo ter este mercado a representar cerca de 20% a 30% da faturação do grupo.

(Notícia atualizada às 11h33 com mais informação)

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