Davos volta a receber Fórum Económico Mundial. Há portugueses na lista

Existem caras conhecidas entre os participantes portugueses no Fórum Económico Mundial em Davos, nomeadamente representantes da Sonae e da Jerónimo Martins.

Davos vai voltar a receber grandes decisores do mundo da economia, política e diplomacia, num evento presencial que foi sendo adiado devido à pandemia de Covid-19. Tal como noutros anos, Portugal não deixa de marcar presença, apesar de ter uma “comitiva” relativamente reduzida face a outras edições deste evento do Fórum Económico Mundial.

A reunião na estância de esqui de Davos, que desta vez não será marcada pela neve habitual de janeiro, tem como tema “trabalhar em conjunto, restaurar a confiança”. Segundo o Fórum, cerca de 2.500 líderes da política, negócios, sociedade civil e média vão participar no evento. Destes, mais de 50 são chefes de Estado e de Governo, aos quais se juntam 300 representantes governamentais e mais de 1.250 líderes do setor privado.

Do lado de Portugal, no que diz respeito aos empresários, há presenças que já têm sido habituais. É o caso de Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, que tem sido uma cara conhecida em Davos. A líder do grupo que detém o Continente vai mesmo ser oradora num dos painéis, que se debruça sobre a “ascensão da economia Stay-at-Home”.

Este painel conta também com o presidente da Câmara de Miami, com o CEO da Majid Al Futtaim (que opera centros comerciais e espaços de retalho, sendo parceiro da marca de hipermercados e supermercados Carrefour em 38 mercados) e ainda com a imobiliária canadiana Avison Young. Vão discutir sobre o futuro do retalho, numa altura em que as vendas online têm superado as vendas físicas, impulsionadas em grande parte por grandes mudanças nos padrões de trabalho e deslocamento, segundo se lê na agenda disponível no site do Fórum.

Outra presença que já tem sido típica é de outra retalhista: a Jerónimo Martins. O grupo vai estar representado por José Soares dos Santos, membro do Conselho de Administração, e Henrique Soares dos Santos, listado pelo Fórum como membro do Conselho da holding Arica.

No campo da energia, não há um português listado mas sim uma empresa portuguesa: Andy Brown, CEO da Galp Energia. O líder da petrolífera portuguesa vai marcar presença em Davos, sendo também um dos oradores num painel sobre “moldar o futuro integrado da energia”, em conjunto com a CEO da australiana Fortescue Metals Group, o CEO da dinamarquesa Ørsted e o Presidente e CEO da Iberdrola.

Neste painel, a discussão centrar-se-á no “caminho para emissões líquidas zero até 2050”, que “exigirá investimento anual em energia limpa”, que é também um dos temas principais deste evento.

Na lista de participantes deste evento, está também listado como um representante de Portugal Andy Poppink, que é CEO dos mercados da Europa, Médio Oriente e África da imobiliária JLL.

Já no que diz respeito a membros de Governos, incluídos na lista de figuras públicas, até à data não se encontra nenhum governante português. Ao contrário de anos anteriores, não irá nenhum representante do Ministério da Economia, segundo apurou o ECO.

Isto apesar de o evento contar com a presença de vários líderes europeus. É o caso do primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchéz e os seus homólogos da Grécia, Luxemburgo, Bélgica e também o chanceler federal da Áustria, Karl Nehammer, que vão todos participar num painel sobre o papel global da Europa.

Nesta discussão vão também marcar presença Christine Lagarde, presidente do BCE, o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia Frans Timmermans e a economista-chefe do Fundo Monetário Internacional Gita Gopinath, entre outros. O evento contará também com o chanceler alemão Olaf Scholz, que fará uma “intervenção especial”.

A situação na Ucrânia não vai ficar de fora deste evento, sendo que o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy vai fazer um discurso virtual no dia de abertura da conferência. O vice-primeiro-ministro Mykhailo Fedorov e o autarca de Kiev, Vitali Klitschko, também vão estar entre os políticos ucranianos que vão ao evento pessoalmente. Por outro lado, os participantes russos ficaram de fora da lista de presenças deste ano, como nota o El País.

Além deste tema, o programa de debates em Davos abrange a recuperação depois da pandemia, as alterações climáticas, a evolução do trabalho e as mudanças tecnológicas com a quarta revolução industrial.

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