BRANDS' PESSOAS Hire on attitude, train on skills. A importância das soft skills na atualidade empresarial

  • PESSOAS + EY
  • 23 Maio 2022

Diogo Marques Lourenço, Manager EY, People Advisory Services, deixa a pergunta: sou dotado de fortes competências técnicas, estou em vantagem?

A ideia de que ser bom tecnicamente é suficiente, encontra-se em declínio no presente em que vivemos. Não é correto afirmar que longínquo é o tempo em que o mundo valorizava essencialmente as competências técnicas dos profissionais, não obstante observa-se uma vontade “recente” e progressista de abandonar este modelo. O mercado estimula e procura, agora, profissionais dotados de competências sociais e comportamentais, condensadas no célebre conceito de soft skills. É crucial emergir a perceção, na população, de que não se trata apenas de um estrangeirismo esbelto que se pretende incutir, a todo o custo, no mercado de trabalho e que efetivamente, todas estas competências são muito valorizadas, tanto ou mais que as técnicas.

Mas afinal o que são soft skills?

Tenho a minha entrevista assegurada se possuir um currículo técnico esplêndido? As soft skills não são mais que uma atmosfera, onde se encontram em harmonia um leque de atitudes e comportamentos que visam promover e propiciar uma boa relação com o próximo, com o objetivo de aprimorar as perspetivas de carreira bem como o desempenho profissional. São mencionadas como competências não técnicas, são qualidades intrínsecas de cada indivíduo, como a capacidade de comunicar, pensamento crítico, capacidade de sair da zona de conforto perante um ambiente inconstante.

Aproximadamente duas centenas de palavras e é isso mesmo, sou um defensor da massificação da importância de soft skills. Uma pesquisa por este termo e em menos de um segundo, os resultados obtidos são exorbitantes, porém a maioria da população continua, notoriamente, sem estar ciente da sua importância.

"As soft skills não se estudam nos livros nem se obtêm com formações, são adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida, através de experiências vividas pelo candidato. Nas empresas são valorizadas pelos empregadores, na medida em que muitas das vezes tornam-se num fator decisivo e diferenciador entre os inúmeros candidatos.”

Diogo Marques Lourenço

Manager EY, People Advisory Services

Instituições de ensino, portuguesas, fazem-se reconhecer diariamente pelos seus níveis e resultados de excelência, apostando numa formação, aos olhos do público, completa e preparatória para o mercado de trabalho, quando na verdade, voluntariamente ou involuntariamente, cometem lacunas neste sentido, que geram consequências bastante negativas, essencialmente para aqueles que não possuem a capacidade de se abstrair, pessoalmente, de um conjunto de números numa folha de papel.

Contrariamente às instituições de ensino e numa visão muito mais avassaladora, temo o dito mundo empresarial que de uma forma indireta, estimula a consciencialização destas competências e respetiva utilização. As soft skills não se estudam nos livros nem se obtêm com formações, são adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida, através de experiências vividas pelo candidato. Nas empresas são valorizadas pelos empregadores, na medida em que muitas das vezes tornam-se num fator decisivo e diferenciador entre os inúmeros candidatos. Prevalece a frase mítica dos anos 90:

“Hire on attitude, train on skills”

Porquê? A resposta é simples: é muito mais simples formar as pessoas nas competências técnicas ou até mesmo o indivíduo formar-se a si próprio com o auxílio de recursos que temos diariamente à nossa disposição nos diversos meios, do que educá-lo nas competências não técnicas, uma vez que as mesmas dependem de diversos fatores externos, como experiência de vida, historial familiar, maturidade… O facto de não haver uma relação intrínseca entre estas competências e uma determinada área, torna-as significativamente valiosas no momento de as evidenciar, ajudando a desempenhar funções de uma forma mais eficiente.

Termino este primeiro texto afirmando que partilho/defendo a opinião de que “as hard skills” podem de certa forma, em alguns casos “garantir a entrevista, mas são as soft skills que garantem o emprego”.

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