João Leão já tem “apoios importantes” na corrida ao Mecanismo Europeu de Estabilidade, assegura Medina

Ministro das Finanças português diz que João Leão é uma "personalidade muito apreciada no Eurogrupo", que começa a discutir esta segunda o nome do próximo diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade.

O ex-ministro João Leão é uma “personalidade muito apreciada no seio do Eurogrupo” e já recolhe “apoios importantes” na corrida ao cargo de diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), assegurou o ministro das Finanças, Fernando Medina.

“É uma personalidade muito apreciada no seio do Eurogrupo. Tem trajeto académico e científico muito forte, uma experiência política muito grande, com resultados quer como secretário de Estado quer depois como ministro. Presidiu ao Ecofin durante a presidência portuguesa. É uma personalidade bem conhecida de vários meus colegas atualmente, que veem com bons olhos a candidatura”, disse Medina aos jornalistas à entrada para a reunião do Eurogrupo que, entre outros pontos, vai começar a discutir o sucessor de Klaus Regling no MEE.

Sem dar detalhes sobre quais os “apoios importantes” que o nome de João Leão já recolheu, Fernando Medina reconheceu que a concorrência dos outros três candidatos é forte.

Além de João Leão, concorrem à liderança do MEE o ex-ministro das Finanças luxemburguês Pierre Gramegna, o italiano Marco Buti, antigo chefe de gabinete do comissário europeu da Economia, e o antigo secretário de Estado das Finanças dos Países Baixos Menno Snel.

Com os ministros das Finanças da Zona Euro a iniciarem esta segunda-feira a discussão sobre o próximo diretor do MEE, numa “franca e ampla discussão sobre o melhor caminho a seguir”, não é nesta reunião que será conhecida a decisão final, disse Medina. “Não cabe ao Eurogrupo, será tomada no conselho do próprio mecanismo”, lembrou em declarações em Bruxelas transmitidas pela RTP3.

O ministro português comentou ainda com “satisfação” a avaliação que a Comissão Europeia fez da proposta de Orçamento do Estado para este ano. Para Medina, Bruxelas considera que a proposta contribui para a estabilização a situação económica, valorizando “a dimensão de prudência” do OE. Além disso, também destacou que as medidas de apoio à subida dos preços da energia foram “bem segmentadas”.

Comentando os desequilíbrios macroeconómicos que a Comissão volta a apontar a Portugal, Medina disse que o diagnóstico dos problemas como a elevada dívida pública e a baixa produtividade já estão identificados há muito pelo país. E que em termos de redução da dívida Portugal em percentagem do PIB, até tem feito mais do que lhe é solicitado. “Portugal cumpre largamente ao que estamos obrigados”, um esforço consegui do em 2021 e que Medina garante que repetirá em 2022.

O ministro disse ainda que o Orçamento é adequado para “lidar com quadro de riscos que Portugal tem pela frente”.

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