Dimensão ambiental deve ser “responsabilidade colectiva” da sociedade, defende Duarte Cordeiro

Ministro do Ambiente defende que responsabilidades não são apenas da competência do sector e apela a que se continue a "contagiar a sociedade" para serem atingidas metas ambientais.

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática (MAAC) considera Portugal um “país de primeiro mundo” em matéria de transição energética e proteção ambiental, mas sublinha que para serem atingidas as principais metas a nível nacional e internacional é necessário “contagiar a sociedade” de forma a alertar para a importância da responsabilidade colectiva e não apenas sectorial.

Durante a sua intervenção na sessão comemorativa dos 10 anos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), esta quinta-feira, em Lisboa, Duarte Cordeiro relembrou que Portugal “foi pioneiro ao declarar a intenção de ser neutro em carbono até 2050” e que esteve “na linha da frente” tanto na assinatura da Lei do Clima, a nível europeu, como na aprovação no Parlamento da Lei de Bases do Clima – um decreto-lei que é “capaz de responder e satisfazer as exigências das alterações climáticas mas que exigirá um intenso trabalho para a sua execução” tendo em conta que os riscos a que Portugal está exposto, disse.

“Tivemos sucesso nestes últimos 10 anos”, referiu o governante, acrescentando ser preciso reconhecer “o que ainda falta fazer”, referindo, a título de exemplo, os desafios existentes e que passam pela gestão e reutilização de resíduos, capacidade de reciclagem dos mesmos, a gestão de recursos hídricos e o tratamento de águas residuais.

Depois de reconhecer e parabenizar o papel da APA na última década, Duarte Cordeiro relembrou que depois de, em 2021, ter sido disponibilizado um orçamento de 28 milhões de euros à entidade, é necessário avaliar “se estão dispostos os recursos para responder a todos os desafios”.

“Investimos e continuamos a investir na proteção da zona costeira do litoral, na gestão dos recursos hídricos durante a seca e na proteção das florestas contra os incêndios, mas também em todas as políticas de redução da emissão dos gases de efeito estufa”, disse.

Naquela que foi a sua intervenção de encerramento da sessão comemorativa, Cordeiro acrescentou que “mitigar e adaptar são passos decisivos para a economia circular e a transição energética, que se pretende eficiente”, dizendo ainda que devem ser aproveitados recursos – “alguns deles sujeitos a polémica”, como lítio, mas outros “mais consensuais”, como o hidrogénio verde – “para substituirmos progressivamente os combustíveis fosseis e apostarmos nas energias renováveis”.

Para que os objetivos sejam cumpridos, explica Duarte Cordeiro, “temos que contar uns com os outros” mas mais importante ainda “temos que continuar a contagiar a sociedade para progressivamente as pessoas sentirem que a dimensão ambiental não é apenas uma das entidades que trabalham a partir do ambiente, mas uma responsabilidade colectiva de toda a sociedade e toda a economia”.

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